Prédio do Superior de Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Rua da Ajuda, Centro do Rio, meio da tarde. Torcedores já se espremiam nas cercanias à espera do começo do julgamento que pode punir Portuguesa de Desportos e Flamengo e devolver o Fluminense à Série A do Campeonato Brasileiro. Os gritos de “Nense” dos tricolores pareciam como de apoio para empurrar o time numa partida de futebol. Dava para ouvi-los de dentro do Tribunal. Mas rubro-negros, vascaínos e até os torcedores da Portuguesa que chegaram em dois ônibus por volta das 17h40m transformaram a tradicional rua estreita em pedaço de Maracanã.
O bom humor, com direito a tapetão estendido por tricolores, imperou antes do julgamento de Lusa e Fla por supostamente terem utilizado Héverton e André Santos – respectivamente – de forma irregular, correndo o risco de perderem quatro pontos. Os torcedores adversários do Fluminense não perdoavam.
– Terceira, time de terceira! – gritavam.
Os tricolores nem ligavam. Cerca de dez estavam com um belo tapete estendido e um cartaz questionando: “Tapetão? 1996, 00 e 13”, fazendo alusão aos dois primeiros anos em que o Flu escapou de rebaixamento por problemas extracampo (em 1996, foi o caso Ivens Mendes de arbitragem, e no de 2000, o de Sandro Hiroshi) e ao atual. Em outro cartaz tricolor, havia a inscrição: “Justiça acima de tudo”, e uma frase “o balão subiu”.
Bem ali por perto, um torcedor vascaíno resolveu brincar com a situação. Aproximou-se de uma vovó tricolor e brincou:
– Pô, joga a Segunda com a gente – disse o vascaíno, brincando com o próprio rebaixamento.
Fonte: GE

