É um discurso ameno, político, mas diferente do que disse o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em 2007, no Japão, ao ser questionado sobre o Palmeiras de 51:
– O campeão do primeiro Mundial de Clubes da Fifa é o Corinthians – sentenciou o dirigente.
É uma questão de discurso. Cabe reparar que Valcke não diz que os vencedores da Copa Toyota e da Copa Intercontinental podem se considerar campeões mundiais: diz que podem se considerar campeões. E Blatter não diz que o Corinthians é o primeiro campeão mundial: diz que é o primeiro campeão mundial da Fifa.
A entidade pisa em ovos. Em 2005, quando o atual formato do Mundial foi implementado de vez, em seu site oficial, a Fifa fez um texto louvando os campeões anteriores, contando a história daquelas competições.
– Apresentamos os 26 clubes que foram nomeados campeões mundiais – dizia o texto.
Mesmo o Mundial de 2000, realizado sob seu crivo, já causou constrangimentos. O torneio de 2005, no Japão, foi tratado mais de uma vez como o primeiro Mundial de Clubes – discurso que depois precisava ser corrigido, como aconteceu naquele ano com o então secretário-geral da Fifa, Urs Linsi.
Hoje, sempre que se refere ao torneio, a Fifa inclui a competição de 2000, em que o Corinthians foi campeão ao bater o Vasco no Maracanã. Mas se arrepende da forma como ocorreu aquele torneio, com dois grupos de quatro equipes cada. Os europeus viajaram ao Brasil claramente desinteressados. O Manchester United sequer avançou para a disputa de terceiro lugar, na qual o Real Madrid perdeu para o Necaxa, do México, nos pênaltis. A final com dois brasileiros convenceu a Fifa a jamais permitir que duas equipes do mesmo país voltassem a disputar um Mundial.
Em 2007, outro constrangimento envolveu o Palmeiras. O clube paulista chegou a ser reconhecido como campeão mundial por ter conquistado a Copa Rio de 1951 – muito parecida com o Mundial de 2000. Mas a Fifa mudou de ideia e jamais homologou o título – até por medo de abrir o precedente para que várias outras equipes fizessem o mesmo.
Assim, quando fala em Mundial de Clubes, a Fifa não cita o Palmeiras, tampouco os títulos de Santos (1962 e 1963), Flamengo (1981), Grêmio (1983) e os dois primeiros do São Paulo, em 1992 e 1993. Em eventos oficiais em épocas de Mundiais, o material oficial da entidade parte do torneio de 2000.
O próprio site da Fifa tem páginas dedicadas aos principais clubes do mundo. E os textos fazem distinção entre ser campeão do Mundial de Clubes e ser campeão dos torneios anteriores. A do São Paulo, por exemplo, diz que ele tem uma Copa do Mundo de Clubes da Fifa e duas Copas Intercontinentais.
A polêmica, claro, serve para aquecer rivalidades. O Inter, em 2006, ao ganhar o Mundial, fez questão de usar o nome da Fifa em cada frase dita sobre a conquista, tentando se diferenciar do Grêmio, campeão mais de duas décadas antes, em 1983. O Corinthians faz o mesmo. O São Paulo fica em um meio-termo, visto que ganhou a disputa nos dois formatos.
Os vencedores pré-2005 argumentam que na época não havia outra forma de disputa e que, consequentemente, o duelo entre o campeão sul-americano e o campeão europeu servia para determinar o campeão mundial – como de fato eram conhecidos. É a falta da chancela da Fifa que gera a discussão.
Enquanto isso, o Mundial chega a sua décima edição. Nesta quarta-feira, a partir de 17h30m, Raja Casablanca, do Marrocos, e Auckland, da Nova Zelândia, decidem que enfrentará o Monterrey, do México, nas quartas de final. É daí que sairá o adversário do Atlético-MG nas semifinais. O GloboEsporte.com acompanhará a partida em Tempo Real.
Fonte: GE


essa fifa ta é mas perdida q cego em ti roteio são todos safados eles fazem a cagada toda e depois acham q fazem o certo como uma entidade pode cobra de seus filiados o q ela mesmo nao conseguir organizar o futebol mundial é uma vergonha não sei quem inventou essa de fifa e federações