Carlos Eduardo foi poupado pela torcida do Flamengo. Pelo menos por uma noite. Na segunda partida da final da Copa do Brasil, o meia, sempre perseguido por vaias, teve sossego para ajudar o time a conquistar o tricampeonato da competição. Na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR, nesta quarta-feira, no Maracanã, o camisa 20 foi mais raça do que técnica. Deu carrinho, ajudou na marcação e demonstrou muita disposição. Substituído pouco antes da metade do segundo tempo, Cadu deixou o campo para a entrada do volante Diego Silva e ouviu algo raro para ele desde que chegou ao clube: palmas.
No início da semana, Carlos Eduardo disse em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM que já chegou a chorar com a perseguição dos rubro-negros. A conquista do primeiro título chega para dar mais tranquilidade ao jogador, que ainda tem contrato de empréstimo até o meio do ano que vem.
– Para mim, é um orgulho vestir essa camisa. Passei por momentos difíceis, sei que podia render mais, mas o Jayme (de Almeida) e toda galera me deram total apoio. Isso foi importante. Estou aqui para dar o meu melhor. Meu primeiro ano na volta do Brasil e com um título… Isso está sendo uma alegria muito grande – afirmou.
O apoio ao jogador não se viu apenas no estádio. Às vésperas da decisão, torcedores rubro-negros tentaram incentivar o armador com mensagens nas redes sociais e conseguiram tocá-lo.
– Foi sensacional – disse, sorridente.
Com a classificação para a Libertadores, a diretoria do Flamengo começará a montar o time de 2014 em breve. Cadu já viu seu nome envolvido numa possível devolução ao Rubin Kazan, da Rússia, ficou chateado, mas o negócio não ocorreu. Sobre sua permanência, ele é direto.
– Tenho contrato.
Sendo assim, Carlos Eduardo pode pensar em Libertadores da América. Em 2007, ainda no Grêmio, ficou com o vice-campeonato. Agora, vê uma nova chance se aproximar do título.
– Já joguei, cheguei na final, e é um campeonato diferente. Com um elenco forte, podemos brigar pelo título.
Fonte: GE

