Não são os preços recordes dos ingressos os que impedem Adriana Oliveira de assistir a seu amado Flamengo na final da Copa do Brasil. Ela simplesmente não consegue achar um à venda.
“Vi muitas pessoas reclamando dos preços dos ingressos, mas para mim não faz diferença”, disse Oliveira, de 23 anos, que trabalha de garçonete na maior favela da América Latina, a Rocinha. “Pelo Flamengo eu farei tudo. Pagar R$ 300 (US$ 130) por um ingresso seria perfeito”.
Após um ano de redução de custos, o time que se gaba de ser “o clube mais querido do mundo” está próximo na fila para o maior dia de pagamento na história da Copa do Brasil, depois de anular um mandado judicial que almejava reduzir o preço dos ingressos.
Carlos Langoni, vice-presidente de negociação de dívidas do Flamengo, disse que o time ganhará US$ 5 milhões quando jogar na decisiva partida de volta contra o Atlético Paranaense. O jogo será disputado no icônico estádio Maracanã do Rio de Janeiro, sede da final da Copa do Mundo do ano que vem. No primeiro jogo da série, as equipes empataram 1 a 1 em 20 de novembro.
No começo da temporada, o Flamengo devia R$ 750 milhões (US$ 326 milhões), mais do que qualquer outro time no Brasil, e tinha uma reputação de má gestão financeira. Os torcedores votaram por um conselho que incluiu Langoni, ex-presidente do Banco Central, e o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que já foi executivo do BNDES, para organizar as finanças do clube.
Contenção de custos
Há dois dias, o clube disse que conseguiu conter custos e reduzir as perdas, o que não acontecia “há muito tempo”, disse Pedro Daniel, economista especializado em futebol na auditora BDO Brasil.
Fonte: EXAME

