Jayme está a 90 minutos de repetir o que outros técnicos e ex-jogadores, como Carlinhos e Andrade, conseguiram: ser campeão jogando e à beira do campo. Com ou sem título, porém, o atual treinador rubro-negro tem certeza de que já deixou uma lição para o clube e para o futebol: a vitória da humildade.
— Às vezes o simples é melhor do que o rebuscado. Acho que foi o que consegui passar de melhor. O fato de conhecer o clube ajuda muito, mas o futebol é simples. Às vezes se complica muito, falam bonito e isso não resolve. Fui simples sempre e acho que isso conquistou os jogadores — aposta o treinador.
Os depoimentos dos jogadores e os números de Jayme não deixam mentir. O novo comandante uniu o elenco, superou Mano Menezes e atingiu aproveitamento de 58%, contra 50% do antecessor. A permanência para a próxima temporada é algo que não preocupa o atual comandante.
Ele espera marcar sua passagem com o título e tem certeza de que o clima de euforia da torcida não vai contagiar o grupo. Jayme vê o time com maturidade suficiente para não perder a concentração em campo.
— Com o Maracanã lotado, eu não preciso dar aula de motivação para ninguém. Vai ser emocionante ver o torcedor apoiando e a confiança é enorme pelo que fizemos até agora. Mas só se resolve em campo. Controlar a ansiedade é difícil, todo mundo que ser campeão, mas o pessoal sabe que o título ainda não é nosso. Só se conquista jogando.
Sereno como sempre, Jayme faz apenas um pedido ao torcedor que for ao Maracanã hoje. Preocupado com as vaias constantes, ele quer apoio especial para Carlos Eduardo, a quem defende desde quando era auxiliar.
— Vaiar o jogador não adianta nada. Desde quando eu era auxiliar, conversava com o Carlos Eduardo e dizia que ele seria útil para o time. E ele é muito útil, mesmo tendo feito apenas um gol. Taticamente, o Cadu é fundamental. Pode errar às vezes, mas o Neymar também erra. Prefiro ver pelo lado positivo e, com apoio, a tendência é jogar melhor.
Assim que decisão da Copa do Brasil acabar, Jayme espera poder relaxar. Os últimos três meses foram os mais intensos em sua longa passagem no futebol.
– Passei por várias emoções nesse período como técnico. A intensidade é grande, a preocupação é constante. Ainda mais pelo risco que tínhamos de rebaixamento no Brasileiro. Tomara que o trabalho seja coroado com o título.
Fonte: Extra Globo

