Foram anos de glórias, anos de grandes títulos, de jogos incríveis. Hoje, com 37 anos, a carreira de Seedorf se aproxima do fim, mas ele resiste ao tempo e continua brilhando nos gramados. Depois dos momentos marcantes vividos na Europa, o holandês sente falta de uma coisa em sua passagem pelo Botafogo: da torcida. O holandês lamentou a falta de apoio dos alvinegros nas arquibancadas para um time, que segundo ele, merecia apoio e não críticas.
“Agradeço a quem vai ao estádio. Mas, quem fica em casa, está longe da minha mentalidade. Nunca vi um time que brigou para entrar na Champions, por exemplo, e a torcida não lotou o estádio durante o ano. Um time que está em cima desde a quinta rodada e tem tal variação do torcedor, é uma grande decepção. Não vou esconder meu sentimento. A situação hoje é muito melhor de que em épocas passadas e, mesmo assim, não conseguem ocupar nem metade do estádio? O grupo mostrou que merece apoio”, lamentou ao Jornal “Extra”.
Além disso, Seedorf fez questão de ressaltar a boa campanha do clube. Apesar de estar hoje fora da zona de classificação para a Libertadores do ano que vem, as chances de uma vaga são grandes e, por isso, o meia pede apoio até a última rodada.
“O Botafogo precisa ser aplaudido, não procurar onde foi mal. A gente queria mais? Com certeza. Mas estamos lutando pelo segundo lugar com o Grêmio. Estamos mais de 10 pontos na frente de Inter e Fluminense, que eram favoritos. Se não tivéssemos perdido Fellype Gabriel, Andrezinho, Vitinho, Márcio Azevedo e Jadson, com certeza estaríamos brigando por outra coisa. Só sei que sem esses jogadores, mas com estádio lotados, ou pelo menos cheio, alguns pontos mais a gente tinha feito em casa”, acredita.
Sem papas na língua, o holandês afirmou que não surpreende mais os estádios ficarem vazios. Para ele, os jogadores, por mais que lamentem, já se acostumaram com o fato.
“Não surpreende mais porque o comportamento da nossa torcida foi sempre assim, mesmo com ações que fizemos para mostrar que era importante abraçar o time no estádio. Não é uma crítica, é uma constatação. O time não vai fazer menos porque o torcedor não vai. Mas, se vai, com certeza faz mais. Jogar em casa nunca foi vantagem para a gente, mas espero que entendam que para construir o clube tem que vir para o estádio, apoiar. Só aqui no Rio são 2 milhões de botafoguenses. Não é possível não trazer 40 mil para o estádio”, criticou.
Fonte: Esporte Interativo

