O principal personagem do Flamengo no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil tem nome, mas prefere usar o apelido. Autor do chute indefensável que garantiu o empate por 1 a 1 com o Atlético-PR, Amaral sequer possui a alcunha em sua certidão de nascimento: nasceu Maurício Azevedo Alves. O apelido, adotado para a carreira dentro do futebol, surgiu devido à semelhança do volante – que passou por Vasco, Quissamã e Nova Iguaçu antes de chegar ao Rubro-Negro – com outro Amaral, que atuava na mesma posição.
E o curioso é que o Amaral mais velho e inspirador, que ficou conhecido ao atuar pelo Palmeiras no início da década de 90 e defender a seleção brasileira, também não possui o nome em sua documentação – era chamado assim por se parecer com um amigo do futebol amador. No entanto, foi ele mesmo, Alexandre da Silva Mariano, que originou o apelido do camisa 40 do Flamengo.
O GLOBOESPORTE.COM lista alguns jogadores que adotaram o nome de guerra tendo como inspiração algum outro atleta de destaque.
Alguns podem até notar alguma semelhança física. Mas o volante do Flamengo lembra na verdade a raça do inspirador, que surgiu para o futebol no Palmeiras. O “coveiro”, como era chamado, conquistou quatro Campeonatos Brasileiros: em 1993 e 1994, com o Verdão, 1998, com o Corinthians, e em 2000, com o Vasco. O flamenguista ainda tenta decolar na carreira, e luta para conquistar o seu primeiro título no Flamengo: a Copa do Brasil.
Enquanto Claudinei Alexandre Pires se encaminhava para os últimos anos de carreira, Telmário de Araújo Sacramento surgia para o futebol. Mas a semelhança física entre o veterano – tricampeão brasileiro pelo Corinthians (1990, 1998 e 1999) -, e a jovem revelação da Portuguesa chamou a atenção no futebol paulista. E não teve jeito: Telmário, hoje um dos principais atacantes do Vitória, acabou adotando o apelido, retirado da parte final do nome do Dinei original, que encerrou a carreira em 2004, na Portuguesa Santista.
Quando ainda defendia o União Rondonópolis-MT, Wanderson Ferreira de Oliveira se tornou Valdívia. Atuando na mesma posição que o chileno do Palmeiras, o jogador, hoje no Internacional, no entanto, não recebeu o apelido como um elogio. O jovem de 19 anos, que inclusive já encontrou o palmeirense, em quem afirma se inspirar no estilo de jogo, revelou a forma nada agradável com a qual foi definido: “Tive vários apelidos por causa do cabelo grande. Me chamaram de Puyol, Nedved… Aí, falaram que eu era feio como o Valdívia. E pegou”.
Uma das maiores joias do futebol brasileiro nos últimos anos, Lucas pode ter dificuldade em encontrar seu nome em fichas de partidas realizadas nos primeiros anos como jogador. Isso porque o meia-atacante, hoje no PSG, da França, começou a carreira adotando outro nome: Marcelinho. O apelido foi dado quando o ex-tricolor jogava na escolinha de futebol do ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca, e a fisionomia parecida dos dois foi notada. Antes de chegar ao São Paulo, o jogador passou por Juventus-SP e Corinthians, sempre utilizando o nome inspirado no Pé de Anjo. Porém, por admitir um incômodo nas comparações com o original, Lucas resolveu usar seu próprio nome em 2010, quando ainda iniciava sua carreira como profissional.
Você conhece o zagueiro Jonathan Doin, do São Paulo? Falando assim, nem o próprio treinador, Muricy Ramalho, deve saber de quem se trata. O paranaense de 25 anos, revelado pelo Iraty-PR e com passagens por Palmeiras e Bahia já apareceu no meio futebolístico com outra alcunha: Paulo Miranda. Isso por causa da semelhança física com o xará verdadeiro, chamado Paulo Miranda de Oliveira, que passou por Vasco, Cruzeiro e Flamengo, e encerrou a carreira no futebol venezuelano. Hoje, o ex-volante tenta iniciar sua carreira como técnico, e tem Abel Braga como
O apelido Abuda não é dos mais comuns, mas aparece com dois jogadores ainda em atividade no futebol brasileiro. A diferença de idade entre o volante do Vasco – de 24 anos -, e o atacante ex-Corinthians e hoje no Roma de Apucarana – que tem 27 – é pequena, mas o mais novo garante que adotou o apelido por ser parecido com o atual xará. O cruz-maltino, durante sua apresentação no ano passado, revelou que tudo começou quando jogava no Paysandu, ainda na base. Na época, o primeiro Abuda já havia deixado o Timão como revelação do clube, e seguia caminho rumo ao futebol europeu onde atuou em quatro países: Alemanha, Bélgica, França e Portugal.
Diogo Augusto Pacheco da Fontoura foi revelado pelo Internacional, passou pelo Dínamo Kiev-UCR e chegou ao Corinthians em 2008. De certa forma, foi responsável pelo reencontro da torcida corintiana com um nome bastante conhecido. Pela semelhança física com o colombiano Freddy Rincón, Diogo adotou o sobrenome do volante como apelido. O ex-meia, com 33 anos, não atua mais, após passar pelo futebol grego e pelo Canoas-RS.
Fonte: GE

