A notificação enviada pelo Procon-RJ ao Flamengo por conta do aumento dos ingressos para a final Copa do Brasil foi o estopim da confusão que tomou conta da sede da Gávea e da Delegacia do Consumidor (DECON). O documento de apenas uma página foi assinado pelo diretor-presidente do órgão, João dos Santos Oliveira Filho, recebido às 14h55 de terça-feira pelo Flamengo e nele constavam sete requisições de documentos do clube. Um deles, inclusive, seria referente ao acordo com a REX, braço imobiliário da EBX, empresa de Eike Batista, e que rendeu R$ 18 milhões ao clube, mas está em discussão.
Procon exigiu até faturamento do acordo com Eike Batista ao Fla.
A carta também lembra da reunião marcada para as 11h desta quarta-feira e expressamente determina que os representantes do clube aparecessem com todos os documentos no encontro. O Flamengo não apareceu e, de uma outra maneira, enviou um ofício que continha 17 páginas.
Os pedidos do Procon-RJ foram listados da seguinte maneira: cópia do contrato celebrado com o Consórcio do Maracanã; cópia do contrato padrão do sócio-torcedor; relatório financeiro do clube dos últimos 12 (doze) meses; planilha demonstrativa do faturamento obtido com arrendamento do imóvel do Morro da Viúva (NR: este foi o acordo celebrado com a REX), e que seja comprovada a destinação deste valor; o borderô dos jogos da Copa do Brasil em que o clube participou; a relação dos valores praticados de ingresso pelo clube na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.
Em sua resposta enviada ao Procon-RJ, o Flamengo ressalta que a final da Copa do Brasil de 2013 é um evento privado e que não caberia ao Estado a pretensão de tabelamento ou congelamento de preços. O clube também cita as entradas para a partida de exibição da NBA realizada em outubro no Rio de Janeiro, que teve preços estipulados entre R$ 90 e R$ 2 mil, o Rock in Rio e a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014 como exemplos.
Em anexo, o Flamengo demonstrou ainda a mesma planilha exibida à imprensa na terça-feira, quando argumentos que 80% dos ingressos para a finalíssima seriam comercializados com meia-entrada. Por fim, o clube enviou cópia do termo de uso dos serviços do programa de sócio-torcedor. O Procon-RJ, no entanto, considerou os argumentos desnecessários e deu início à ação na Gávea que provocou confusão e revolta na diretoria.
Fonte: ESPN
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