O Flamengo informou ao Procon-RJ que não comparecerá à reunião marcada para as 11h desta quarta-feira para que o clube justificasse o aumento do preço dos ingressos da final da Copa do Brasil, considerado abusivo pelo órgão – possibilidade descartada com veemência pelo diretor de marketing, Fred Luz. O Procon admite um aumento de no máximo 30% em relação ao valor da semifinal. Como o presidente Eduardo Bandeira de Mello não compareceu à reunião, o Procon entrou com representação por crime de desobediência na Delegacia do Consumidor e entrará, ainda hoje, com ação civil pública para redução do preço das entradas.
Flamengo não comparece à reunião com o Procon e se complica.
O Flamengo comunicou que o prazo de 48 horas desde que o clube foi acionado até a audiência na manhã desta quarta-feira era curto, e que representantes que poderiam tratar do assunto já estariam envolvidos com outros compromissos.
Além do Procon, a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro, abriu inquérito para investigar a atitude da diretoria e verificar se houve abuso. O requerimento ao MP para uma investigação foi feito por Leonardo Ribeiro, o capitão Léo, ex-presidente do Conselho Fiscal do clube.
Em documento do Procon, o órgão já avisara que “caso o Flamengo não envie representante à sede do Procon-RJ conforme estabelece a convocação do órgão, ficará caracterizado crime de desobediência de acordo com o artigo 330 do Código Penal. Sendo assim, o clube pode ser multado, e o artigo ainda pervê detenção de 15 dias a seis meses por não cumprimento de ordem legal de funcionário público”.
Toda polêmica começou quando o clube anunciou os preços dos ingressos para o jogo de volta da decisão da Copa do Brasil contra o Atlético-PR, dia 27, no Maracanã. Os valores variam entre R$ 250 e R$ 800 (para quem faz parte do programa sócio-torcedor há desconto de 40% sobre esses preços, com as entradas variando de R$ 150 a R$ 480).
Fonte: GE
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