Por razões distintas, Flamengo e Bahia foram alguns dos clubes brasileiros que mais ampliaram os quadros de sócio-torcedor no terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro). O salto obtido pelo Rubro-Negro carioca, que ocupa hoje a quarta posição no ranking do “Movimento Por um Futebol Melhor” com 45.719 sócios, deve-se muito também aos gols do atacante Hernane.
Desempenho dos Clubes ajuda a ampliar Programas de Sócios.
Com pouco mais de 15 mil associados, o Bahia, diferentemente da equipe carioca, vitaminou o seu programa em 337,4%, graças à ação do departamento de marketing, que reduziu os preços das mensalidades. Outro clube nordestino que se destacou no período foi o Santa Cruz, que acaba de se garantir na Série B na próxima temporada. A equipe soma hoje 19.627 sócios, evolução acompanhada pelo rival Sport, cujo programa registrou um salto de 45,8% (22.384 sócios).
A performance dos clubes e o preço das mensalidades são dois fatores importantes, mas não os únicos como afirma o gerente de Marketing da Brahma, Rafael Pulcinelli.
– O resultado dentro de campo é importante, não discordo, mas há outros fatores importantes, como o preço para se associar e o envolvimento do clube com o programa. Os torcedores aderem mais quando se convencem que vão ajudar seu clube e ainda obter vantagens com isso – declarou.
O ranking divulgado ontem pela Brahma mantém a supremacia do Internacional, desde o início líder do movimento, agora com 109.681 sócios. O “Movimento Por um Futebol Melhor” reúne hoje 34 clubes e um total de 630.783 sócios.
O Grêmio se manteve em segundo lugar, com 73.962, seguido pelo Santos, em terceiro, com 53.636 associados. A boa campanha na Série B e as seguidas ações de marketing do Palmeiras garantiram o clube em sétimo com 38.305 (um salto de 43,4%).
Em quinto lugar figura o Corinthians, que agora soma 45.101 torcedores. O clube do Parque São Jorge não foi o único que amargou perdas. O Vasco (-10,1%), o rebaixado Náutico e a Portuguesa também sofreram baixas. O Timão experimentou uma perda de 5,8%, o equivalente a menos 3.950 associados.
Fonte: Lancenet
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