O coro da torcida do Flamengo pelo menino Davi, de um ano e meio, filho do volante Elias, que recebera alta do hospital na véspera da vitória sobre o Goiás por 2 a 1, na última quarta-feira, chamou atenção. Até porque, esta campanha do time na Copa do Brasil tem se caracterizado por coadjuvantes que nem tem idade ainda para entrar em campo, mas que acabam tendo momentos de protagonismo.
O Flamengo da Copa do Brasil e as crianças.
Foi assim também com Breno, neto do técnico Jayme de Almeida, há pouco mais de duas semanas, após o Flamengo golear o Botafogo por 4 a 0 e avançar à semifinal da competição. O garoto, de 12 anos, chorou junto com o avô no encontro após a entrevista coletiva, ainda no Maracanã, e virou figurinha carimbada nos noticiários.
Mas a relação do Flamengo com crianças que viram personagens vai além. Quando o maestro Júnior voltou ao Flamengo, em 1989, o fez por um pedido do filho, Rodrigo, que confessou ter o sonho de ver o pai ser campeão no Maracanã com a camisa rubro-negra. O rebento teve de esperar por dois anos até materializar o que vislumbrava apenas no pensamento, mas quando o momento se deu, a imagem ficou marcada para sempre.
Na final do Carioca de 1991, um Fla-Flu eletrizante. O Flamengo começou atrás no placar, mas conseguiu a virada. Quando o jogo já se encaminhava para o fim, Júnior fez o último gol da vitória por 4 a 2. O então capitão conseguiu realizar o sonho de Rodrigo. Ainda no gramado, o garoto correu em direção ao pai. O abraço emocionado de ambos acabou virando destaque de uma festa que não teve hora para acabar. No ano seguinte, o menino ainda iria ver o genitor sagrar-se campeão outra vez com a camisa do Flamengo, desta vez do Brasileiro, e ainda por cima marcando gol nos dois jogos da final contra o Botafogo.
E agora, será que Davi – que não vai entender muita coisa, é verdade – e Breno poderão sentir a mesma sensação de Rodrigo há 22 anos? Só o tempo dirá.
Fonte: Lancenet
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