O futebol parece fazer parte do passado da vida de Adriano. O Imperador – ídolo no Flamengo, consagrado na Inter de Milão, e integrante do “quadrado mágico” da Seleção Brasileira de 2006 – completa, nesta quarta-feira (6), um ano sem clube.
Foi justamente no time do coração que Adriano teve a sua última aparição como jogador. Em 6 de novembro de 2012, após 75 dias de vínculo, seis indisciplinas e nenhum jogo, o atacante teve o seu contrato rescindido pelo Flamengo. Zinho, diretor de futebol do clube na ocasião, anunciou o término da terceira passagem do jogador pela Gávea, dizendo que a relação entre Adriano e o Rubro-Negro havia chegado “no limite”.
Com a bola rolando, os tempos de império são ainda mais longínquos. A última partida do atacante aconteceu em 4 de março de 2012, contra o Santos, quando ainda atuava pelo Corinthians. Oito dias depois, o Alvinegro anunciaria o desligamento do jogador – que registrou apenas oito jogos (com total de 350 minutos) e dois gols (o último deles em 25 de fevereiro de 2012) em quase um ano de contrato.
Apesar da negativa nos números, desde a sua saída do Flamengo, Adriano foi cogitado e até negociou com alguns clubes. O Internacional, inclusive, esteve perto de fechar com o atacante, mas desistiu após realizar exames físicos no jogador. O Botafogo também manifestou interesse em uma possível contratação, mas recebeu a negativa do Imperador, que não se mostrou disposto a cumprir a programação e condições impostas pelo clube.
A desvalorização do império
Não são apenas os números da inatividade de Adriano que impressionam. Longe dos gramados, o valor de mercado do atacante também despencou assustadoramente. Aos 31 anos, o atacante é avaliado em 250 mil euros (cerca de 750 mil reais) pelo site Transfermarkt. As cifras são bem distantes, por exemplo, da primeira negociação do jogador para o futebol europeu, quando, em 2001, Adriano rendeu aproximadamente 16,5 milhões de reais aos cofres do Flamengo, em transferência para a Itália.
Em 2006, no auge da carreira, Adriano tinha valor de mercado em 32 milhões de euros (cerca de 96 milhões de reais), quantia 128 vezes maior do que a avaliação atual.
De lá pra cá, o prestígio do Imperador no mercado da bola foi caindo gradativamente. Os últimos sinais de ascensão ocorreram durante sua passagem pelo São Paulo, em 2008 – quando a cotação do atacante passou de cerca de 43 para 55 milhões reais –, e na segunda passagem pelo Flamengo, em que o jogador sagrou-se campeão e artilheiro do Brasileirão de 2009, subindo de 25 para 33 milhões de reais, segundo o Transfermarkt.
Fonte: Fox Sports

