A competência tem andado lado a lado com o técnico Jayme de Almeida, no Flamengo, mas, às vezes, é preciso atravessar a rua em frente à concentração em busca de uma outra aliada: a sorte. Um dia depois de levar o time rubro-negro à vitória por 2 x 1 sobre o Goiás no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, o senhor de 60 anos aproveitou a manhã de folga para ir a uma casa lotérica fazer uma fé na Mega-Sena. No caminho pelas ruas da cidade, o carioca passou no teste de popularidade. Jayme deu autógrafos a torcedores rivais, posou para fotos com gerentes do banco patrocinador do clube e concedeu uma entrevista exclusiva ao Correio. Bem-humorado, o comandante rubro-negro confessou estar de olho no prêmio acumulado, estimado em R$ 45 milhões, mas não desvia o foco da principal missão: levar uma legião de 30 milhões de torcedores à sexta final na história da Copa do Brasil. A seguir, ele conta como pretende conquistar o bilhete premiado para a Taça Libertadores da América de 2014.
Flamengo dá sorte com aposta da casa.
Você aproveitou a hora do almoço para ir ao banco. Falta tempo?
Aqui foi tranquilo porque em Goiânia tudo é pertinho. Fui fazer uma fé na loteria, que é aqui ao lado, caminhei brincando na rua com a comissão técnica e aproveitamos para ver a conta no banco.
Já que fez uma fé, a Mega-Sena acumulou. Larga o Flamengo se faturar R$ 45 milhões?
(Risos) Eu comecei a minha vida no Flamengo aos 15 anos, em 1960. Quando eu parei, escolhi continuar trabalhando no esporte. Independentemente de ganhar dinheiro, de ficar milionário, enquanto eu puder dar a minha experiência aos mais novos, eu farei.
O bilhete premiado é o título da Copa do Brasil e a vaga para a Libertadores?
Não temos a menor condição de falar em título. Precisamos primeiro respeitar o Goiás. Vai ser difícil no Rio. Essa é a nossa única preocupação. Não acabou ainda. O Goiás é muito qualificado.
Alguns torcedores o apelidam de “Pep Jaymeola”, em referência ao Pep Guardiola, que surgiu como técnico nas divisões de base do Barcelona. Há preconceito no Brasil com técnicos da base?
Infelizmente, isso é uma realidade. Há um monte de técnico que trabalha na base há bastante tempo e os clubes deixam de lado ex-atletas, funcionários que têm uma história no clube e preferem técnicos mais famosos. Isso é uma questão cultural. Para ser valorizado, o cara tem de sair, rodar o mundo. Às vezes, o profissional bom está ali do lado, conhece o clube, e as pessoas não percebem.
Fonte: Super Esportes
Nenhum comentário

