Uma alternativa em uma partida mudou o rumo do Flamengo e colocou o time nos trilhos para a sua sexta final de Copa do Brasil. Sem João Paulo, lesionado, Jayme de Almeida teve de escalar André Santos na lateral esquerda no clássico decisivo contra o Botafogo, nas quartas de final. Para proteger os avanços do lateral, o técnico teve a ideia de tirar Paulinho do lado direito do ataque e colocá-lo pela esquerda para impedir o avanço do lateral adversário. Tiro e queda, especialmente por conta de Paulinho.
Jayme rasga elogios a Paulinho e comemora caminho pela esquerda.
Em atuação soberba do camisa 26, o Flamengo atropelou o Botafogo com uma goleada de 4 a 0. Diante do Goiás, o caminho, mais uma vez, foi pelo lado esquerdo. Tabela entre André Santos e Paulinho. O atacante recebe na área, dribla Rodrigo e toca com categoria para o gol. Vitória do atalho rubro-negro.
“Foi por um cuidado com o André contra o Botafogo. A coisa foi muito mais do que a gente esperava. O gol do Flamengo foi uma jogada muito bonita. O caminho é esse, pelo lado esquerdo”, reconhece Jayme de Almeida.
Paulinho cresceu e apareceu. Contratado após o Campeonato Paulista junto ao XV de Piracicaba, o camisa 26 alternou altos e baixos com Mano Menezes. Velocidade e habilidade estavam no estilo de jogo do atacante, mas nem sempre de maneira constante. Com Jayme, a confiança apareceu. Veloz e agudo, Paulinho recebeu carta branca para tentar seu futebol. E se encontrou ao dar as escapadas pelo lado esquerdo. Tapa na bola, lá vai Paulinho.
“Eu via no jogo do Paulinho um jgoador rápido, que ajuda na marcação, dribla bem. Eu sempre olhava com carinho. A gente não é adivinho, mas achava que era um rapaz que tinha um potencial legal. Quando assumi, uma das coisas que pensava era colocá-lo como titular. Jogador tem de se soltar, estar à vontade. Essa liberdade para o jogador do futebol como o Paulinho foi fundamental. Entendeu o que a gente estava pedindo. “, disse o treinador rubro-negro.
E como está. Paulinho marcou seu primeiro gol na Copa do Brasil diante do Goiás, no Serra Dourada. De tanto dar piques e ajudar no combate, o camisa 26 deixou o campo com dores musculares, esgotado, para a entrada de Gabriel. Após o jogo, o atacante foi recebido com um abraço efusivo do diretor de futebol, Paulo Pelaipe, na entrada do vestiário. E, humilde, tirou o peso do lado esquerdo rubro-negro.
“Não é só o lado esquerdo, tem o direito também. Algumas pessoas falaram que o Léo Moura já estava velho, querendo aposentá-lo, mas ele está aí. Mostra no Brasileiro e na Copa do Brasil que tem como jogar muito ainda”, disse Paulinho.
Ainda que Léo Moura viva boa fase e tenha sido até informado do interesse do clube em renovar o contrato, não há dúvidas de que o Flamengo descobriu o atalho para a final da Copa do Brasil mesmo pelo lado esquerdo.
Fonte: ESPN
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