Autor de 31 gols na temporada, Hernane é o artilheiro do Flamengo, da Copa do Brasil e candidato a goleador de 2013, já que está empatado com Magno Alves, do Ceará, em número de tentos no ano. Na análise do jornalista Carlos Eduardo Éboli, o atacante rubro-negro entra para o grupo de ídolos que alcançaram o sucesso mesmo sem grande domínio técnico do futebol, como Dadá Maravilha, Viola, Serguinho Chulapa e Obina. Para o convidado do “Redação SporTV”, este tipo de atleta cria uma identificação com a torcida.
Para Éboli, Hernane lembra Nunes: “Atacante de um toque só.”
– O que são o Viola, o Serginho Chulapa, o Hernane? É o torcedor que deu certo vestindo a camisa de um grande um clube. É o peladeiro que deu certo. O torcedor se identifica, porque ele tem a mesma paixão. Há uma identificação. Chulapa, por exemplo, jogou na seleção, barrando Roberto Dinamite – afirmou.
Éboli disse que Hernane lembra o estilo de jogo de outro ídolo rubro-negro, Nunes, que fez parte da geração mais vitoriosa do clube, na década de 80. O atacante foi tricampeão brasileiro (1980, 82 e 87), da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes (1981), balançando a rede em três decisões destes torneios. Nunes era conhecido pela raça e oportunismo em campo, lembra o jornalista, e deixou o Flamengo com 99 gols anotados.
– É um atacante de um toque só. Lembra muito, guardada as devidas proporções, sem querer comparar as equipes, o Nunes. O estilo de ser e finalizar. Se ele der mais de dois toques, já começa a se enrolar na jogada. Às vezes, faz o errado e acerta, como foi contra o Botafogo. Não tem muita técnica, mas muita vontade – descreveu.
O Flamengo enfrenta a Portuguesa, neste domingo, às 16h (de Brasília), no Castelão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. No último duelo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Hernane foi o nome do jogo na vitória por 4 a 0 sobre o Botafogo, com três gols, encaminhando a classificação às semifinais, onde enfrentará o Goiás.
Fonte: SporTV
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