Leonardo Moura estreou com a camisa do Flamengo no Brasileiro de 2005. Depois de passagens por Botafogo, Vasco, Fluminense, Palmeiras e São Paulo, era de se esperar que a camisa rubro-negra fosse apenas mais uma em sua coleção. Mas a previsão estava errada. Em sua nona temporada pelo rubro-negro, o lateral-direito — que completará 35 anos dia 23 — vestirá o uniforme do Flamengo, neste domingo, no clássico contra o Vasco, em Brasília, pela 450ª vez.
Em um ano em que jogadores com história na Gávea, como Ibson e Renato Abreu, deixaram o clube dispensados, o moicano de Léo Moura — hoje já acompanhado de fios brancos — é um dos símbolos que restaram depois das mudanças de direção no clube.
Luta por bom senso
Com contrato até o fim do ano, o lateral está próximo de chegar a outra marca histórica. Com 468 jogos pelo Flamengo, Zinho é o 10º que mais vezes defendeu o rubro-negro. A marca pode ser alcançada por Léo Moura ainda nesta temporada. Para isso, terá de vencer as dores musculares, que o deixaram de fora de oito dos últimos 14 jogos. Além disso, o time terá de chegar à final da Copa do Brasil. No cenário perfeito, igualaria o feito de Zinho.
— É bastante expressivo completar 450 jogos pelo Flamengo. Chegar à marca do Zinho será um motivo de orgulho para mim. Vou tentar disputar o maior número de jogos que puder. Vou assim até o fim — garante o capitão rubro-negro.
Único remanescente do título brasileiro de 2009, Léo Moura venceu quatro estaduais pelo Flamengo, além de uma Copa do Brasil. Se quiser ultrapassar o número de Zinho, o lateral terá de assinar um novo contrato com o rubro-negro. No meio do ano, ele chegou a receber ofertas de clubes do Oriente Médio para deixar o país, mas, por ora, descartou o flerte.
— Me procuraram, mas sempre deixei bem claro que a prioridade é permanecer aqui. Minha vontade sempre foi encerrar minha carreira no Flamengo. Nunca escondi isso de ninguém — afirma Léo Moura. — Meu contrato termina no fim do ano, e não sei o que vai acontecer, e o que a diretoria vai fazer. Meu primeiro pensamento é ficar. Se não acontecer, vou sair pela porta da frente, do mesmo jeito que entrei aqui em 2005.
Quando esteve fora do time por causa de lesões musculares, Léo Moura viu o volante Luiz Antônio mostrar sua polivalência ao assumir a lateral. Viu também surgir o Bom Senso F.C., movimento de jogadores que lutam para melhorar o calendário do futebol no Brasil. Um dos 75 jogadores que assinaram o documento original do grupo, ele garante que este não será apenas um legado que deixará para as próximas gerações.
— Vou aproveitar também! — acredita Léo Moura, que pede mais tempo de preparação na temporada dos clubes, para evitar as frequentes contusões. — Ainda quero jogar mais dois anos. Depois, vou parar e aproveitar a família.
FLAMENGO X VASCO
FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, Carlos Eduardo (Luiz Antônio) e André Santos; Paulinho e Hernane
VASCO: Diogo Silva, Fágner, Jomar, Cris e Yotún; Fillipe Soutto, Pedro Ken, Juninho e Marlone; André ( Sandro Silva) e Edmílson.
Juiz: Ricardo Marques Ribeiro
Local: Mané Garrincha
Horário: 16h
Transmissão: Premiere e Rádio Globo
Fonte: O Globo

