Mano Menezes era o símbolo de credibilidade e esperança do futebol do Flamengo. Sem ele, sai de cena o escudo da diretoria e aumenta de vez a pressão sobre o vice de futebol Wallim Vasconcellos e o diretor Paulo Pelaipe quanto ao desempenho do time. Adryan acabou afastado e não viajou para enfrentar o Náutico pela péssima partida na quinta-feira, mas o clube viverá nos próximos dias um movimento crescente para a mudança também no comando do futebol.
As novas ações devem começar por uma administração mais próxima do vice de marketing Luiz Eduardo Baptista, que reconhece sua distância excessiva. Um dos pilares da nova gestão, Bap nunca escondeu o desencanto com o futebol e está sensível a ideia de que um novo conselho gestor seja formado para acrescentar experiência no comando. Recentemente, Wallim informou que ele havia sido desmanchado com a saída de Flávio Godinho.
Outros atores políticos se mexem na Gávea para acudir a pasta. Com aval de Bap, Kleber Leite deve se aproximar ainda mais através de Plínio Serpa Pinto, hoje vice de relações externas. De outro lado, Marcos Braz faz sombra tendo por trás a chancela de dois presidentes de conselho, Delair Dumbrosk e Maurício Gomes de Mattos, Deliberativo e Administração, respectivamente.
O mínimo que se espera, mesmo entre os aliados, é uma postura menos arrogante dos personagens que compõe a nova diretoria. Em recente entrevista, o técnico Mano Menezes deixou no ar o pouco conhecimento de Wallim sobre o mundo do futebol. Ontem, o presidente Eduardo Bandeira de Mello defendeu o amigo:
— Estamos procurando o melhor, o fato de não ter passado pelo Flamengo antes não significa que não entenda de futebol — disse. O time embarcou para Recife sem protesto e declarações.
Fonte: Extra Globo

