Não foi só pelo mau início do Flamengo no Campeonato Brasileiro que o vice-presidente de relações externas, Flávio Godinho, começou a questionar o trabalho do diretor executivo de futebol, Paulo Pelaipe, conforme o LANCE!Net mostrou na edição da última sexta-feira. Alguns meses antes, quando a equipe ainda estava disputando o Carioca, um fato foi determinante para estremecer a relação entre os dois.
O temperamento explosivo de Pelaipe – é comum vê-lo falando palavrões – acabou sendo determinante para tal antipatia. Uma queixa do diretor executivo contra Godinho, usando palavras grosseiras, em um jogo pelo Estadual, acabou chegando ao vice de relações externas.
Godinho passou, a partir deste fato, a ter ressalvas quanto ao trabalho de Pelaipe. Os resultados abaixo do esperado também pesaram para que os questionamentos ao executivo de futebol fossem intensificados. A perseguição ficou forte a ponto de Godinho ser favorável à saída de Pelaipe na época em que o técnico Jorginho foi demitido. Ali, quem segurou o o dirigente no cargo foi o vice-presidente da pasta, Wallim Vasconcellos, que o vê como homem de confiança.
Se nos bastidores o temperamento forte de Pelaipe é capaz de causar atritos, publicamente o executivo nunca fez qualquer crítica a outros dirigentes do Fla. Muito pelo contrário.
Godinho, por sua vez, é mais reservado e raramente fala com a imprensa. Porém, é muito forte internamente, sendo bem próximo ao vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, um dos nomes mais influentes da atual gestão.
O Flamengo, por meio do departamento de comunicação, desmente o atrito nos bastidores entre os dirigentes (veja mais abaixo). No entanto, o crescimento da influência de Godinho no futebol está diretamente relacionado ao distanciamento de Pelaipe das negociações.
Fonte: Lancenet

