Terminada a segunda rodada da fase de grupos, resta claro o verdadeiro sucesso de público da Copa das Confederações. Apesar dos protestos – que na maioria das vezes descambou para o vandalismo dos minoritários – o torcedor (e não o manifestante) abraçou a causa da competição em solo nacional. De um total de 491.978 assentos disponíveis, 390.701 estiveram ocupados*. Trata-se de um percentual de ocupação de 79,41%, no somatório de partidas importantes com as de menor apelo. Jogo a jogo, a ocupação foi a seguinte:
*Números com base na capacidade total dos estádios e no público presente divulgado em cada partida. Rendas não divulgadas.
Agraciado apenas com a partida inaugural, o Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha) apresentou o maior índice: 96,24% em Brasil 3 x 0 Japão. Mas o show vem se dando nas arquibancadas da Arena Pernambuco e do Maracanã. Em partidas das seleções de Espanha e Itália, Recife e Rio de Janeiro nunca apresentaram ocupação inferior a 90%. Como a capacidade do Maracanã é 77% superior, pode-se dizer que o templo do futebol mundial é o melhor exemplo do sucesso de público do torneio.
Os dois menores índices de ocupação ocorreram em Nigéria 1 x 2 Uruguai (Fonte Nova, 54,94%) e Taiti 1 x 6 Nigéria (Mineirão, 32,27%). Em plena segunda-feira à tarde, os 20.187 torcedores de Belo Horizonte foram verdadeiros abnegados que sequer imaginavam a condição de “xodó” a ser assumida pelos taitianos.
Apesar dos bons números, é improvável que esta edição supere o recorde histórico de ocupação em estádios. Segundo o Jornal Nacional noticiou, ele pertenceria à Alemanha-2005, com 83%. Os números do Brasil são bastante próximos, mas o problema são os próximos jogos. Brasil x Itália, Nigéria x Espanha e a finalíssima certamente receberão grandes públicos. O mesmo não se espera em Uruguai x Taiti e principalmente no “amistoso de luxo” Japão x México. A decisão de 3º e 4º é uma incógnita: foi sucesso em 2005 porque teve a presença da anfitriã Alemanhã. Esperamos que o mesmo não aconteça por aqui.
Fonte: Blog Teoria dos Jogos

