Mano chega no Flamengo depois da nova direção já ter demitido dois técnicos em menos de seis meses. Mas o novo treinador garante que isso não cria nenhuma responsabilidade extra. E tratou também de desmistificar a pressão maior que existe no clube por ser o de maior torcida do país.
“Essa pressão de clube de massa é muito folclórica. Tem que ter conhecimento para o que se dispõe a fazer. Técnico não ganha sozinho e precisa ter jogadores capazes para construir equipe forte. Torcedor pensa que sempre é possível ser campeão, então tem que tentar se conduzir no trabalho com menos turbulência possível”, afirmou Mano, que detalhou a linha que o trabalho deve ter no seu começo.
“Meu objetivo neste primeiro momento é passar segurança para os jogadores. Quando se tem jogadores jovens, como temos aqui, você precisa disso. E num primeiro momento, passar segurança, significa mexer o mínimo possível. É isso que vou tentar fazer.”
Mano também reconheceu que o trabalho no Flamengo, por ter sido iniciado no meio da temporada, apresenta maiores desafios. “Se nós fizermos observação bem detalhada, veremos que a grande parte das equipes brasileiras está em eterna reconstrução. Quem hoje tem um time maduro, estável? Dois ou três. A grande maioria terminou os estaduais em dificuldade e estaduais só servem para isso. Quem perdeu precisa fazer modificações”, pontuou o novo treinador rubro-negro, que evitou fazer previsões de lutar por título brasileiro.
“Estamos no meio das grandes equipes. Não começamos bem, mas a última vitória sobre o Criciúma foi importante para ter a confiança de que a melhora vai vir. Falar de título no futebol brasileiro é muito perigoso. Quando inicia o Brasileiro, quase todos os times têm capacidade de fazer uma boa campanha. E quase todos podem fazer uma má campanha também. Há pouco vimos o Fluminense brigar contra o rebaixamento num ano e ser campeão no outro. A maior dificuldade que temos é reconstruir dentro do campeonato. Sempre que não se consegue fazer um resultado, se retrocede muito. Esse é o nosso grau de dificuldade. A notícia boa é que tem muita gente passando pelo mesmo processo.”
Fonte: Terra

