Maior responsável por trazer novas receitas para o Flamengo, o vice-presidente de marketing Luiz Eduardo Baptista, o Bap, acredita que o momento financeiro do clube — seis meses depois que a atual gestão assumiu — é propício para investimentos mais audaciosos, como a contratação do técnico Mano Menezes, em fase final de negociação. Pai exigente, o presidente da Sky garante que a filosofia baseada na responsabilidade não terá seus limites ultrapassados agora.
— O torcedor tem que entender que os princípios que nos regem são rigorosamente os mesmos. Não vamos fazer loucura. Não vou virar um mentiroso para contratar um treinador — avisa o dirigente, sem entrar em detalhes sobre o salário do técnico, tema ainda tratado com o empresário Carlos Leite. Já se sabe que o custeio terá o auxílio da verba oriunda do programa sócio-torcedor.
Para citar uma das metáforas de Bap, a chegada de Mano seria como sair de um quarto e sala para um apartamento dois quartos. — Só preciso do dinheiro para um quarto — ilustra.
Nas contas da diretoria, a economia com o futebol chegou a 36% com a saída de jogadores caros desde o início do ano. Mas o time não melhorou o suficiente. Logo, novos investimentos estão em pauta no segundo semestre.
A preocupação sobre a imagem de austeridade continua. Apesar dos altos salários de Carlos Eduardo e Marcelo Moreno, Bap lembra que decidiu assumir as rédeas do Flamengo ao notar as mentiras no relacionamento com a gestão anterior, a quem ajudava.
— Comecei a ajudar na gestão da Patricia (Amorim). A mentira era um meio que justificava qualquer fim — recorda.
Autor de apelos secos para torcida aderir ao plano de sócios e ajudar o clube, Bap se vangloria da sinceridade que o fez dizer à filha que não servia para nadadora.
— As verdades mais duras tem que ser ditas. A situação do Flamengo, hoje, não é de UTI, como há seis meses. Mas não estamos nadando em dinheiro — avisa o vice de marketing.
Fonte: Extra Globo

