Na contramão do discurso profissional adotado pela nova gestão, Jorginho é o segundo treinador demitido em apenas seis meses da atual temporada. Contratado no final de março, ele comandou o time em apenas 14 partidas, com sete vitórias, três empates e quatro derrotas.
Com Jorginho, o Flamengo se classificou para a terceira fase da Copa do Brasil, mas teve pífio desempenho no Estadual, sendo eliminado da Taça Rio com derrota para o Audax, na quarta rodada.
Antes dele, o comando esteve com Dorival Júnior, que começou o ano sofrendo processo de fritura. Considerado caro, embora menos do que o novo pretendido Mano Menezes, foi chamado ainda em janeiro para reduzir seu salário. Não houve acordo. Quando estava de férias, Dorival viu os novos dirigentes ameaçarem de demissão seu preparador físico de confiança, Celso de Rezende. Na ocasião, Celso chegou a propor ao então treinador que aceitasse a ideia da diretoria, para que pudesse seguir seu trabalho em paz.
Em março, quando teria direito a reajuste salarial estabelecido em contrato, Dorival foi demitido — e ainda não recebeu cerca de R$ 5 milhões de indenização.
Fonte: Extra Globo

