No Flamengo que privilegia o grupo, nome e salário não garante colete de titular. Por isso, Marcelo Moreno e Carlos Eduardo, maiores contratações até aqui, terão que aguardar a chance para ganhar sequência, e começam no banco contra o Santos, na estreia do Brasileirão.
O técnico Jorginho demonstra comando e autonomia ao manter a formação que melhor encaixou, e conta com a postura do diretor Paulo Pelaipe de não intervir no trabalho de campo. O resultado é um grupo mais confiante de que o trabalho do treinador valoriza quem está melhor no momento.
Sendo assim, a evolução física e técnica de Carlos Eduardo e os dois gols de Marcelo Moreno no primeiro coletivo da semana, ontem, ainda não são suficientes para abalar a confiança no trio de ataque titular, formado por Gabriel, Rafinha e Hernane.
– Ninguém tem vaga cativa. Ele está procurando manter a base, o entrosamento. O Moreno chegou e tem que mostrar também. Sabe fazer gol, é inteligente, mas tem que esperar o momento dele – avaliou o lateral-esquerdo Ramon, que já viveu a troca de posição com João Paulo.
A situação dos dois “medalhões”, porém, é distinta. Marcelo Moreno chegou há poucos dias, agradou nos treinos, e dificilmente não entrará no jogo de domingo. Por outro lado, Carlos Eduardo enfrenta uma infindável luta pela boa forma, e ainda é dúvida até na relação que viaja para Brasília.
O jogador mais caro do elenco tem sido alvo de paciência excessiva da direção e da comissão técnica em função das lesões que sofreu. Mas recentemente foi obrigado a cumprir um cronograma pesado de treinos, sendo “punido” ao não viajar para a segunda partida contra o Campinense, pela Copa do Brasil, para buscar melhor forma.
Segundo amigos, a chegada dos pais do Sul do país ajudou Carlos Eduardo a ficar mais focado. O meia quer provar que as vezes que entrou no time e foi figura nula nas partidas são passado.
Fonte: Extra Globo

