Após a suspensão temporária da concessão do Engenhão ao Botafogo, a Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que o clube não terá de arcar com os custos de manutenção do estádio enquanto a interdição durar. Em contato com a reportagem do ESPN.com.br, a assessoria do prefeito Eduardo Paes garantiu que o clube alvinegro não terá de gastar mais um centavo para manter todos os setores do estádio em plenas condições até que o problema estrutural da cobertura seja resolvido. O Botafogo já havia pleiteado este direito em reunião de conselheiros do clube em meados de abril.
Para manter o Engenhão em pleno funcionamento, o Botafogo arcava com um valor entre R$ 450 mil e R$ 500 mil mensais. Com a interdição do local, este valor caiu para, no mínimo, R$ 250 mil. A medida da Prefeitura representa um alívio nas finanças já comprometidas com a falta de ações no estádio como jogos de futebol e shows. Flamengo e Fluminense, por exemplo, costuravam novo acordo para mandar os jogos do Campeonato Brasileiro deste ano no local.
Além de não arcar com os custos, o Botafogo terá direito, também, a ter o tempo de interdição do estádio acrescido no tempo de 20 anos inicialmente acrescido no contrato de concessão assinado em 2007. Nesta quarta-feira, o Diário Oficial do município confirmou a criação de uma comissão especial formada por três engenheiros para avaliar os laudos que detectaram problemas estruturais na cobertura do Engenhão.
Confira abaixo a nota da Prefeitura confirmando
“Essa suspensão temporária (enquanto o problema estrutural não for solucionado) é um acordo entre a Prefeitura do Rio e o Botafogo, assim o clube não precisará arcar com os custos de manutenção enquanto o estádio estiver interditado.
Esse tempo de suspensão será acrescido aos 20 anos, previstos no contrato de concessão.
Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa do Prefeito Eduardo Paes”
Fonte: ESPN

