Não foram só os 2,8 milhões de botafoguenses que festejaram o título do Carioca-2013. Desgastado pelos sucessivos problemas que envolveram a edição deste ano, Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), teve seu “desejo” atendido com a vitória do Botafogo sobre o Fluminense.
Internamente, Lopes e seus pares entendiam que a necessidade de mais dois jogos finais entre as equipes poderiam significar mais problemas do que soluções para a Ferj. O fim antecipado do Carioca, no entanto, colocou um ponto final a um torneio que conviveu com o descrédito.
Em público, Rubens sempre defendeu o êxito do campeonato, mesmo que alguns sinais evidenciassem o contrário. Público reduzido, interdição do Engenhão e a forte oposição da opinião pública foram alguns dos fatores negativos com os quais a Ferj teve de lidar.
Somado a isso, a arrastada novela Maracanã também motivou a “torcida” de Lopes, visto que a pressão pela disputa das finais do Carioca no renovado estádio cresceria. A possibilidade de usar o Maracanã, nunca negada abertamente, jamais foi cogitada seriamente pela Ferj, já que a situação precária no entorno do estádio e a falta de acabamento em algumas partes internas são mais que evidentes.
A interlocutores, o cartola garante que sua preferência pelo Botafogo na final da Taça Rio não tem a ver com a conturbada relação que mantém com Peter Siemsen, presidente do Fluminense.
Fonte: Lancenet
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