A noite sempre foi uma companheira de Ronaldinho Gaúcho durante a carreira. O craque, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, nunca escondeu gostar de festas e pagodes, mas pela primeira vez falou abertamente sobre o assunto.
Ciente de que não se pode abusar para não prejudicar seu rendimento dentro de campo, R10 critica o que considera ser uma perseguição aos jogadores e defende seus companheiros de poder sair, mesmo quando o time perde.
– Se tivesse atrapalhado, eu acho que eu não tinha ganhado nada, né? No Grêmio fui campeão, no PSG fui muito bem, no Barcelona fui campeão, no Milan bem, no Flamengo campeão, até agora no Galo muito bem, e na Seleção fui campeão. Para mim não incomodou em nada. Às vezes eu acho exagerado. Às vezes é até meio que perseguição. O cara está lá, tá irritado, tá daquele jeito porque errou um pênalti ou aquilo outro. O cara tá louco para dar um rolé, o cara que espairecer a cabeça. Se tu sair no dia em que o time perdeu e tu não jogou nada, para eles não é uma coisa normal. O torcedor pensa: perde e ainda quer fazer festa?! Ele não vê que o outro lado é a coisa mais normal, o próprio torcedor quando vê que no trabalho não dá nada certo, ele para num bar, também para espairecer – disse de forma contundente.
O craque também falou do sorriso marcante, que o acompanha desde o início da carreira.
– Já pensei em botar aparelho, depois desisti. Já usei um pouco, depois me incomodava e tirei. Então, se eu não estivesse pegando ninguém, ia me incomodar mais – brinca o atleta.
Em entrevista exclusiva que vai ao ar neste domingo no Esporte Espetacular, Ronaldinho Gaúcho também falou de outras polêmicas como as saídas do Grêmio e do Flamengo e a decepção com a fraca campanha do Brasil na Copa de 2006. Não perca!
Fonte: GE
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