Flamengo e Atlético-MG só se enfrentaram pela Copa do Brasil em 2006. E assim como no último duelo decisivo por esta competição, os grandes encontros entre as equipes sempre foram atalho para conquistas rubro-negras.
Entre testemunhas da fama de estraga prazeres está Andrade. Campeão como jogador e técnico no Flamengo, ele lembra que os mineiros no caminho sempre levou a títulos nacionais e internacionais.
— Nos confrontos decisivos o Flamengo sempre levou vantagem, como em 80 e 87, no Brasileiro, e 81, na Libertadores. Eu como treinador cruzei com eles no Brasileiro em 2009 e tiramos eles da briga. Em jogo para valer o Flamengo sempre se deu bem — lembra.
Na última semifinal entre os rivais nacionais, no Brasileiro de 1987, o primeiro jogo foi no Maracanã, como o de hoje. Na ocasião, o Flamengo jogou mal, mas venceu por 1 a 0 com gol de Bebeto, recorda Andrade.
— O time não estava inspirado, eles não tinham perdido ainda na competição, mas vencemos e isso trouxe desequilíbrio para eles. Se o Flamengo vence de 1 a 0 aqui já empurra a pressão para eles. Aqui a vitória simples é fundamental — compara.
Na volta, o Flamengo venceu por 3 a 2, de virada. Mas não só de vitórias rubro-negras foi feita a história do confronto. A maior goleada foi do Atlético-MG, 6 a 1 no Brasileiro de 2004. O Flamengo lutava para não ser rebaixado e viu a ira da torcida na chegada ao Rio, com direito a briga entre atletas e torcedores. Apesar da humilhação, o time se livrou da queda.
Anos mais tarde, se vingou impedindo o título do Galo na Copa do Brasil de 2006 e atrapalhando no Brasileiro de 2009. Em 2006, venceu a primeira partida das quartas de final por 4 a 1 e empatou a segunda em zero a zero. Em 2009, venceu por 3 a 1, de virada, caminhando para o hexacampeonato.
— Quem perde fica obcecado pelo reencontro. Agora é outra época, outro time, o Flamengo cresce e se supera em momentos decisivos — diz Andrade.
Fonte: Extra Globo

