Lá se vão mais de três décadas. O tempo passou, Flamengo e Atlético-MG oscilaram bons e maus momentos, mas, para Reinaldo, ex-atacante do Galo nas décadas de 1970 e 80, os confrontos com o Rubro-Negro ainda permanecem frescos na memória. São inesquecíveis, mas trazem uma ponta de dor.
Quando pensa no clube carioca, o artilheiro não se esquece de dois confrontos que tiveram final infeliz em sua passagem tão gloriosa pelo Atlético: as finais do Brasileiro de 1980, que garantiram ao Flamengo o seu primeiro título nacional, e na Libertadores do ano seguinte. Sobre este jogo, Reinaldo adiciona uma dose de mágoa às suas memórias:
— A lembrança mais forte que fica é a do juiz sem caráter que apitou o jogo (José Roberto Wright). Ele expulsou três jogadores do nosso time ainda no primeiro tempo e complicou tudo.
Além dos cartões vermelhos, o Atlético ficou sem dois jogadores por lesão, o que fez com que a partida fosse encerrada antes do fim do tempo regulamentar. O Flamengo foi declarado vencedor e avançou à semifinal.
Os encontros dos dois times em momentos decisivos em competições importantes fizeram com que a rivalidade tomasse corpo, segundo Reinaldo. Ele crê que a vitória sobre o rival do jogo desta quarta, válido pela semifinal da Copa do Brasil, tem um sabor especial.
— Quando pensamos no âmbito nacional, nosso maior rival é o Flamengo. Eles foram nossos maiores adversários, mas conservo uma amizade com muitos deles até hoje — conta.
O ex-atacante vê os atleticanos com um time mais equilibrado para o mata-mata que começará no Rio, mas alerta que o clássico tem ingredientes que podem equilibrar as ações. E aponta o fator torcida como arma que poderá ajudar os dois clubes na semifinal.
O Maracanã receberá nesta terça Reinaldo e Nunes, grandes protagonistas da final do Brasileiro de 80, para um bate-papo. Antes da partida, vídeos de jogos históricos entre as equipes passarão no telão. O Flamengo prepara ainda uma homenagem para Nunes antes de a bola rolar.
Fonte: Extra Globo

