O imbróglio envolvendo o Flamengo e o Al Nassr, causado pela transferência de Hernane, parece estar longe de um desfecho. No início desta semana, o clube do Oriente Médio entrou com um pedido na Fifa para liberar o jogador mesmo sem quitar a parcela pela compra – que deveria ter sido paga no dia 17 deste mês. A entidade, por sua vez, acatou e acabou notificando o Flamengo, que, agora, tem de assinar o TMS (ferramenta online de controle de transferências de atletas). Com isso, o Rubro-Negro passará os direitos federativos de Hernane ao Al Nassr, que, enfim, teria a liberdade de utilizar o centroavante.
A notificação da Fifa, entretanto, não diminui o problema, que tem causado um rebuliço enorme nos bastidores do clube da Gávea, já que Felipe Ximenes, diretor de futebol rubro-negro, não se envolveu no negócio. A Traffic, representada por Fernando Gonçalves e que atualmente trabalha como consultor no Fla, intermediou a transferência de Hernane para Al Nassr. E, pela negociação, a empresa teria o direito a uma comissão de R$ 450 mil, quantia que também não foi paga.
Em vez de permanecer no Oriente Médio até que os valores iniciais pela transferência fossem quitados, Rafael Botelho, advogado da Traffic, retornou ao Brasil, causando, assim, um impasse sustentado pela desconfiança de ambos os lados. Sem ser pressionado, o Al Nassr passou a exigir que o Flamengo liberasse o jogador, para, depois, fazer o depósito pela compra.
A diretoria rubro-negra, por sua vez, ficou insatisfeita com a postura do clube do Oriente Médio, decidindo que o pagamento deveria ser feito antes que os direitos federativos de Hernane fossem repassados. Apesar disso, a tendência é a de que o Flamengo assine o TMS antes mesmo de receber o que lhe é de direito. O Flamengo, por sua vez, acredita que o caso se resolverá o mais breve possível.
Em meio a toda esta questão, vale lembrar que o Flamengo tem de receber exatamente 50% (R$ 6,5 milhões) do valor da venda de Hernane, que foi fechada por R$ 13 milhões. Enquanto isso, Paulo Pitombeira, empresário do atleta, receberia 35%. Os 15% restantes pertenciam à Energy Sports.
Fonte: Lancenet

