Ex-dirigente do Flamengo participou do Resenha do Coluna do Fla nessa terça-feira (22) e afirmou que a medida da CBF beneficia o clube rubro-negro
Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, participou do Resenha do Coluna do Fla nessa terça-feira (22). Na entrevista, o ex-dirigente rubro-negro comentou o tema mais polêmico dos últimos dias. O assunto é a decisão da CBF de reduzir o limite de estrangeiros relacionados por jogo a partir de 2027.
No bate-papo, que teve apresentação de Leo José, com comentários de Jonas Stelmann e João Mércio, Braz afirmou que a medida beneficia o Flamengo. Além disso, o cartola elogiou a postura do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, um dos poucos mandatários a votar contra a mudança. Por fim, o ex-dirigente do clube carioca citou a repercussão do assunto na Argentina.
O QUE DISSE MARCOS BRAZ SOBRE A REDUÇÃO DE ESTRANGEIROS?
— Eu te juro por Deus, eu acredito que o presidente do Flamengo votou a favor do futebol brasileiro. Ele votou a favor da estrutura do futebol brasileiro, porque essa medida, ela beneficia, ao meu ver, o Flamengo. (…) Um ponto que eu quero falar aqui, os programas esportivos na Argentina, eles até de uma maneira sem graça, os jornalistas argentinos estavam falando que a Argentina irá se beneficiar em relação a esse caminho que o futebol brasileiro tomou -, disse, antes de continuar:
— Então aqui não é a posição só do Marcos Braz, não é a posição de uma outra pessoa. É a posição de vários jornalistas argentinos que cobrem o futebol sul-americano, o futebol brasileiro também, apontam com o mesmo pensamento. Enfim, isso nada resolverá a estrutura dos times que precisam se estruturar mais ainda nas divisões de base, que precisam ter uma estruturação financeira melhor. Isso aí não vai ajudar em absoluta nada. Não sei da onde inventaram isso -, opinou.
O QUE MAIS BRAZ DISSE NO PROGRAMA?
— Na minha análise, isso não ferra nada o Flamengo; na minha humilde opinião, isso beneficia o Flamengo. É ruim para o futebol brasileiro, é ruim pela qualificação dos elementos do futebol brasileiro, e isso, a longo prazo, será um tiro no pé, um tiro no pé de todos esses clubes aí que não têm estrutura, que acham que prejudicaram o Flamengo, mas foram muito mal assessorados -, disse Marcos Braz.
— Eu vou ser um pouco mais ousado. Isso aí, com certeza, não sei qual é o tempo, será revisto, talvez um pouquinho mais daqui a uns dois, três anos, pra vergonha não ser tanta, porque rever isso aí ano que vem ou daqui a um ano, um ano e meio, seria desqualificar totalmente a quem propôs essas teorias aí. Enfim, não tudo, aqui só tem as pessoas muito nobres, vocês lembraram de mim -, finalizou.
COMO FOI A VOTAÇÃO NA CBF?
Os clubes da Série A e da Série B aprovaram a redução gradual da quantidade de estrangeiros relacionados por jogo no Brasileirão. Contudo, o Flamengo esteve entre os três votos contrários à mudança, ao lado de Bahia e Londrina. No entanto, apenas dois clubes da Série A votaram contra a medida: Flamengo e Bahia. Assim, a decisão foi fechada em reunião na CBF, nesta segunda-feira (21).
Veja os níveis da redução aprovada pela entidade:
| Temporada | Estrangeiros relacionados por jogo |
|---|---|
| 2026 | 9 |
| 2027 | 8 |
| 2028 | 7 |
| 2029 | 6 |
| 2030 | 5 |
Dessa forma, o Brasileirão passa a admitir, a partir de 2027, no máximo oito estrangeiros relacionados por rodada. Esse número cai de forma progressiva a cada temporada, até chegar a cinco, em 2030.
QUAIS ESTRANGEIROS O FLAMENGO CONTRATOU NA GESTÃO DE MARCOS BRAZ?
Durante a passagem de Marcos Braz pela direção de futebol do Flamengo, o clube trouxe uma série de reforços estrangeiros para o elenco. Veja alguns nomes:
- Arrascaeta
- Pablo Marí
- Mauricio Isla
- Arturo Vidal
- Erick Pulgar
- Guillermo Varela
- Rossi
- De La Cruz
- Matías Viña
- Gonzalo Plata
- Alcaraz
Entretanto, boa parte desse grupo já deixou o Flamengo ao longo dos últimos anos. Atualmente, o elenco rubro-negro reúne dez jogadores estrangeiros. São eles: Rossi, Joaquín Freitas, Gonzalo Plata, Anthony Valencia, Erick Pulgar, Arrascaeta, Guillermo Varela, De La Cruz, Carrascal e Saúl Ñíguez. Mesmo assim, esse número tende a cair nos próximos anos, por causa do novo limite definido pela CBF para os jogos do Brasileirão.
