A mobilização de notáveis rubro-negros contra o presidente Eduardo Bandeira de Mello infiltrou-se de tal forma dentro do Flamengo, que Delair Dumbrosck, mesmo constrangido por ser o presidente do Conselho Deliberativo, vem sendo incisivo nas críticas à atual gestão. No seu caso, questiona o exagerado poder do vice de marketing Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e, mais ainda, o esvaziamento do vice-presidente Walter D’Agostino.
– O D’Agostino é um vice-presidente que não tem mesa, não tem cadeira, não tem sala, não tem nem mesmo um ramal. Isso é inadmissível. O melhor para o Flamengo seria o Bandeira exercer a função de presidente. Mas ele é teleguiado pelo Bap, um vice de marketing que está lá em São Paulo. O Flamengo não pode ser governado à distância – desabafa o presidente do Conselho, que está licenciado devido a uma recente cirurgia, mas com retorno já marcado para o dia 8 de setembro.
Com o fechamento da janela de transferências, a falta de perspectivas torna as críticas ainda mais ácidas:
– Na hora em que o Flamengo sofrer um desastre, ele (Bap) continuará em São Paulo, não pisará mais no Rio. E o Eduardo (Bandeira) ficará sozinho aqui – prevê Delair Dumbrosck.
Fonte: Blog da Marluci Martins

