A gangorra polarizada entre Felipe e Paulo Victor nos últimos meses desta vez parece ter encontrado a posição definitiva. Com a volta de Luxemburgo, que havia deixado o clube há dois anos brigado com o camisa 1, a titularidade caiu nas mãos do ex-reserva. Já ao preterido, restou a vaga de terceiro goleiro. O problema é que, segundo o empresário de Felipe, Bruno Paiva, até agora a diretoria não comunicou seus planos para o jogador, que se desvaloriza:
— Isso é óbvio. É claro que ele se desvaloriza. Mas é uma questão de contrato. No dele (Felipe) não tem nada escrito que tem de ser titular. Então ele continua trabalhando, até porque essa é uma situação que pode ser que mude.
Felipe, que ironicamente chegou ao Flamengo em 2011 a pedido de Luxemburgo, tem contrato até o fim do ano que vem. Agora descartado pelo treinador, deve ser negociado até o fim deste ano.
— A situação dele continua da mesma forma. Ainda não me procuraram nesse sentido. Ele continua como funcionário do clube — explicou Bruno, admitindo que a situação não tem agradado a seu cliente. — Se ele não estiver insatisfeito, tem alguma coisa errada. Tem que querer jogar sempre.
Tempo de incerteza para um, céu de brigadeiro para o outro. Normalmente titular apenas durante as lesões de Felipe, Paulo Victor celebra o bom momento da defesa desde que ele assumiu o gol, há três partidas — levou apenas um gol.
— Um goleiro quando não toma gol fica feliz sempre. E isso eu devo ao zagueiro, ao meio-campo, à entrega do time todo. Sozinho não dou conta. Eu preciso da ajuda deles, dos laterais, de todos os jogadores. E isso aí a gente tem comemorado muito. Em três jogos, tomar um gol só é a média que a gente estava querendo — celebrou Paulo Victor, que no domingo emenda o quarto jogo.
Fonte: Extra Globo

