Dez meses após ter sido acusado de ter desferido um soco contra um sócio numa sessão do Conselho Deliberativo, e machucado outra sócia, Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, vai a julgamento nesta quinta-feira no Flamengo. O fato que inicialmente foi denunciado como dupla agressão foi concluído como conduta “desrespeitosa e inconveniente”. A mudança fez com que a punição prevista mudasse de expulsão do clube para 30 dias de suspensão.
A conclusão está no parecer da Comissão de Inquérito, formada por Marcos Faver, Michel Assef e revisada por Theophilo Miguel, criada para apurar o caso. De acordo com o documento, a agressão denunciada pela sócia Miriam Cristiana Teixeira Machado Rodrigues foi desconsiderada e o soco _ conforme denúncia da vítima Carlos Tertuliano de Gois _ não foi entendido como “vias de fato” (contravenção prevista em lei).
A sugestão do parecer é que Leonardo Ribeiro seja suspenso por 30 dias por ter desrespeitado o artigo 41 do Estatuto do Flamengo, que é “provocar tumulto e porta-se de forma inconveniente e desrespeitosa em solenidade ou assembleia”. Se as duas denúncias de agressão física tivessem sido consideradas pela Comissão, o ex-presidente do Conselho Fiscal teria sido enquadrado nos artigos 50 e 51, que preveem penas severas podendo chegar a expulsão do clube.
“Todas as atenuantes foram incluídas e todas as agravantes excluídas. O parecer diz que ele (Leonardo) não teve intenção em agredir. Todos viram como foi. Minha bolsa voou longe, meu braço ficou vermelho”, afirma Miriam, uma das vítimas.
“Gostaria de falar de forma institucional, não pessoal. Fui vítima de uma agressão. O que posso dizer é que ele (Leonardo) me atingiu de forma exuberante no meu pescoço, o que me fez cair e se não fosse a mão que usei para proteger minha cabeça, eu poderia ter morrido”, disse Carlos Tertuliano, que tinha 68 anos na época.
Leonardo Ribeiro foi procurado pela reportagem mas não atendeu as ligações.
Fonte: ESPN

