A diretoria do Flamengo espera fazer diferente do ataque do time, com só oito gols no Campeonato Brasileiro, e caprichar na pontaria para buscar soluções que ajudem a salvar o clube do rebaixamento. Se o setor ofensivo passa em branco até em treinamentos coletivos, como o de ontem no Ninho do Urubu, os dirigentes esperam não falhar nas poucas investidas.
A regra é não errar. Assim, enquanto o técnico Vanderlei Luxemburgo arma uma equipe com os dois principais reforços entre os titulares — Canteros e Eduardo da Silva — os executivos descartam soluções que caem do céu sem boas perspectivas de resultado imediato. A frustração com a participação de Elano, que se despede hoje após acordo, é exemplo.
As rodadas sucessivas na zona de rebaixamento, mais precisamente na lanterna da competição, assustam, mas ainda não são um bicho papão. O clima no Centro de Treinamento não é tão pesado para as atividades ao longo da semana, a ponto de Paulo Victor olhar sob perspectiva otimista o atual cenário de dificuldade.
— Ja vivi momentos piores no Flamengo. Hoje temos totais condições de sair da zona de rebaixamento. Basta encaixar duas vitórias. O que falta ao elenco é confiança — defende, com postura contrária mesmo após falhar.
A avaliação vale para o que se viu em 30 minutos de bola rolando no Centro de Treinamento. O setor ofensivo com Mugni, Eduardo da Silva, Everton e Alecsandro não criou nem marcou gols. Antes, em meia hora de atividade técnica paralisada para orientações de Luxemburgo, também não. Se treino é treino e jogo é jogo, o duelo com o Sport domingo, no Maracanã, é uma incógnita. — Futebol é dinâmico. Não precisa seis meses, em um ou dois muda tudo — finalizou o goleiro.
Fonte: Extra Globo

