Demitido na última quinta-feira, o técnico Alexandre Barroso deixa um enorme legado para a Cabofriense. Além de cravar seu nome como comandante da melhor campanha do clube em uma edição do Campeonato Carioca, o técnico também levará consigo outra marca considerável: ser uma pedra no sapato de três dos quatro grandes da capital. Apenas o Flamengo não sofreu com o Tricolor Praiano – pelo contrário, foi o grande algoz. Relembre os jogos nos vídeos abaixo
– Me disseram que a Cabofriense nunca tinha ganhado o Vasco em São Januário. Ganhamos do Botafogo, não ganhamos do Fluminense por detalhe. Quando olharem para trás, vão pensar “quem fez?”. “Ah, era o Alexandre Barroso que estava à frente”. Isso é um legado – disse o técnico após a demissão.
O primeiro grande que a Cabofriense enfrentou no Campeonato Carioca foi o Botafogo, que atuou com a equipe reserva por conta da disputa da Libertadores. Sem poder atuar no Correão contra as quatro forças da capital, a diretoria mandou o jogo para o Moacyrzão, em Macaé. Com grande atuação do meia Keninha – que inclusive, marcou o primeiro gol, o Tricolor Praiano venceu por 2 a 1. Na ocasião, o resultado colocou a Cabofriense na liderança do estadual.
Logo em seguida, foi a vez de enfrentar o Vasco, em São Januário. O Gigante da Colina até começou melhor e abriu o placar com Edmilson. No entanto, ainda na primeira etapa, a Cabofriense contou com a trave para segurar o adversário e virou o jogo de forma cirúrgica. O centroavante Fabrício Carvalho foi o grande nome do jogo – foi dele o segundo gol na vitória por 2 a 1. Hoje é possível enxergar a importância desse confronto: era a primeira vitória fora de casa na competição, a primeira em cima do Vasco em São Januário na história e, melancolicamente, o último triunfo da era Alexandre Barroso.
Chegou a vez de encarar o Fluminense, de novo no Moacyrzão. A Cabofriense repetia a fórmula adotada contra o Bota e o Vasco: se resguardar na defesa e apostar nos contra-ataques. E deu certo. O volante Daniel Tijolo marcou, de cabeça, no segundo tempo, e o Tricolor Praiano se fechou ainda mais. Em dia ruim, o Fluminense não se achava em campo e foi salvo pelo faro de artilheiro do centrovante Fred, que empatou a partida aos 47 minutos.
Um fantasma chamado Flamengo
A Cabofriense enfrentou o Flamengo três vezes no Carioca. Perdeu todas elas. O Rubro-negro foi o grande fantasma da Cabofriense no ano e também o responsável pela eliminação no Carioca. O primeiro encontro foi na última rodada na fase de grupos. Com a equipe carioca já classificada para as semifinais, o Tricolor Praiano ainda lutava para carimbar o passaporte. Após um primeiro tempo terrível, a Cabofriense conseguiu minimizar o prejuízo e fechar o placar em derrota por 5 a 3, resultado que garantia a classificação.
A vaga na semifinal era para justamente enfrentar o Fla. Os dois jogos decisivos seriam disputados no Maracanã. Ironicamente, o apogeu da Cabofriense foi o início da crise que culminaria na demissão de Barrroso. No primeiro duelo, o Tricolor Praiano foi engolido pelo Rubro-Negro. Um sonoro 3 a 0, que obrigaria aplicar uma goleada no jogo da volta para avançar para a final. Uma tarefa que o próprio lateral-esquerdo Leandro considerou como impossível. E foi. Na partida seguinte, um 3 a 1.
Fonte: GE

