Depois de receber uma carta de ex-presidentes do Flamengo exigindo mudanças no futebol do clube, na segunda-feira, e confirmar, nesta quarta, a volta de Vanderlei Luxemburgo ao comando da equipe, o atual mandatário rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, fez questão de dizer que o contrato assinado com o novo treinador não prevê multas astronômicas nem envolve antigas pendências do técnico, referentes à sua última passagem, entre 2010 e 2012.
— O contrato prevê (multa), mas não é nada tão mirabolante quanto os contratos que a gente encontrou no passado. Desde que assumimos, procuramos fazer contratos que em caso de rescisão não tivessem ajustes dramáticos para ambas as partes — disse Bandeira de Mello à ESPN, em clara referência à gestão anterior, de Patrícia Amorim.
A ex-presidente, que também contratou Luxemburgo para salvar o Flamengo do rebaixamento, não estava entre os signatários da carta que pressionou a administração atual por mudanças. Segundo Bandeira de Mello, as dívidas do clube com o técnico sequer foram discutidas dessa vez:
— Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que foi feito no passado está sendo pago. Não tenho a informação de quanto falta ou se já foi pago tudo — explicou.
Luxemburgo começa a trabalhar no clube na quinta-feira. Com o objetivo de tirar o Flamengo da zona de rebaixamento — o clube está na lanterna, com sete pontos —, o recado da direção do clube é de que o resultado precisa ser imediato.
— A gente pensa que a coisa (permanência de Luxemburgo) vai ser de médio ou longo prazo. Mas, a primeira missão dele é ganhar do Botafogo. Depois, a gente pensa no resto — afirmou o presidente, que também disse que o treinador foi escolhido de acordo com o perfil.
— (Jaime, Ney Franco e Luxemburgo) são treinadores com estilos diferentes, mas os três são extremamente competentes. O que a gente espera a longo prazo é a mesma coisa, mas dependendo da situação, a gente tem que escolher o estilo que se adequa melhor ao momento.
Fonte: O Globo

