Pesquisa realizada entre os dias 24 e 25 de junho na Baixada Cuiabana aponta que 71% dos moradores entrevistados da região não foram na Arena Pantanal, nas quatro partidas da Copa do Mundo disputas no estádio. Os números são do Instituto Vetor, que ouviu 400 deles. Eles refletem o desânimo dos cuiabanos pré-Copa do Mundo, já que a maioria das obras na cidade estão atrasadas ou tiveram problemas na construção. Os preços dos ingressos também foram um entrave para a população, já que o mais barato custou R$ 60.
O panorama pós-Mundial, porém, é bem diferente do que estava sendo apontado por todos. Dos moradores ouvidos, 67% aprovaram a realização da Copa na capital de Mato Grosso.
– É algo que nos anima e que nos dá satisfação em saber que conseguimos cumprir com aquilo que a cidade precisava. Sabíamos que se deixássemos ela em condições, tudo funcionaria bem – disse o secretário Maurício Guimarães.
Durante o período das quatro partidas da Copa do Mundo, muitos moradores mostraram arrependimento e buscaram adquirir ingressos que estavam sobrando. A maioria não conseguiu, mas agora terão a chance de acompanhar os times locais nas Série B, C e D do Campeonato Brasileiro, que tem jogos previstos no estádio.
Para isso, os clubes se movimentam para atrair os mato-grossenses que ainda não conhecem a Arena Pantanal. O preço dos ingressos é a principal preocupação dos dirigentes dos clubes para atrair torcedores. A partida entre Cuiabá e Paysandu, no dia 20 de julho, por exemplo, irá custar R$ 20 inteira e R$ 10 meia.
As rodadas duplas com partidas do Luverdense, Cuiabá e Operário também terão um preço atrativo. Para acompanhar Operário e Tombense, pela Série D e Cuiabá e CRB-AL pela Série C, no dia 02 de agosto, os torcedores irão desembolsar R$ 30, o que daria R$ 15 por jogo. A partida entre Vasco e Santa Cruz, no dia 15 de julho, pela Série B do Brasileiro, terá preços mais altos: R$ 70 e R$ 60, dependendo do setor.
A Arena Pantanal será privatizada até o final do ano, mas até lá será o Governo de Mato Grosso, por meio da Secopa, o administrador do estádio.
Fonte: GE

