Caso Vagner Love: Entendendo a diretoria!

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        Quem não se surpreendeu com o anúncio da saída do Vagner Love do Flamengo? Após o Fla anunciar oficialmente João Paulo, Gabriel e apresentar o volante Elias, nós rubro-negros estávamos voltando a pensar em títulos. Só nos restava um novo camisa 10 e outro atacante para termos um time competitivo. Mas agora tudo voltou à tona. Pensarmos no que será do Flamengo neste ano é uma incógnita. Então, vou agir como torcedor e diretoria, supondo os pensamentos de cada um.
            “Nós como torcedores vemos claramente que o melhor jogador do Fla saiu, ficando como possíveis substitutos Nixon, Liedson e Hernane. É pra rir ou chorar? O artilheiro do time no brasileirão com 13 gols, média de 0,56 por partida e o jogador que fazia a diferença. Tudo bem que passou por um jejum desgraçado, mas não deixava de ser a nossa esperança de gols. No último campeonato ficamos em 11º colocado e sentimos saudades de títulos! O que estava ruim dentro de campo pode piorar, e muito. Cadê o dinheiro da adidas? Eu quero Robinho, Kaká ou Beckham!”
            Quando Eduardo de Mello e Wallim Vasconcellos pleiteavam a diretoria do Flamengo, o que destacavam eram as dívidas, atrasos salariais e desgaste da imagem do Clube. E no decorrer do tempo em que assumiram, os cartolas demitiram cerca de 150 funcionários, pagaram os salários atrasados de outubro, novembro, 13º e demitiram Cesar Ciello e companhia por não haver retorno nos investimentos. O passo seguinte foi às contratações, mas pela justiça penhorar o que entrava do Clube, ficou praticamente impossível de concretiza-las. O que fazer nesse caso? Com grande sabedoria e experiência, a diretoria procurou uma parceria com o empresário Carlos Leite. Por meio dele, o Fla conseguiu as contratações de Gabriel e Elias, ambos gerenciados pelo empresário, porém sem o devido reconhecimento.
            O último passo e o mais controverso foi deixar Vagner Love voltar para o CSKA Moskou. Mas por que a diretoria faria isso? Simples mas difícil de entender, cortar gastos. Vagner Love recebia quase R$ 600 mil por mês, o Clube ainda devia 16,2 milhões para os russos e o principal: Custo-benefício. Mas como assim? Poucos lembram porque Vagner Love veio para o Flamengo, mas resumidamente a ex mandatária do Clube havia perdido Thiago Neves para o rival Fluminense. Ficando de mãos atadas e pressionada pela torcida do Flamengo, tratou de ir atrás de um novo xodó e um homem-propaganda para sua eleição na Câmara. E o que isso tem haver com o custo-benefício? O fato de nesse período o Flamengo não ter ganhado títulos, o jogador não atrair patrocinadores e ninguém em sã consciência pagar R$ 27,6 milhões por um jogador que hoje tem 29 anos. Todos nós sabemos que time não se joga sozinho, mas por um valor desses se falando de Brasil, o jogador que for “tem que valer por 2”, o que não acontecia. Não era como Adriano, que em partidas que a bola não chegava, voltava para pegar a bola e administrava o jogo, comandava o time…

            O fato de devolver Vagner Love aos russos na visão da diretoria foi algo que “caiu do céu”. Seriam R$ 600 mil salariais e R$ 1,5 milhões mensais a menos, totalizando-se R$ 2,1 milhões! Para uma diretoria que trouxe 3 reforços, sendo eles um excelente volante, o melhor lateral-esquerdo do brasileirão e a 2º revelação do campeonato sem qualquer custo é algo de louco!

            Portanto, quero deixar claro que não estou aqui para defender diretoria nenhuma, até porque quando a bola começar a rolar e eu não ver mudanças de atitude, o primeiro a vir criticar será eu. O que nós como Nação devemos fazer é deixar a diretoria agir como achar melhor, e fazermos nossa obrigação de irmos ao estádio para apoiar o Clube. Se não a deixarmos fazer seu trabalho, mandando cartas pejorativas sem antes mostrarem o que realmente sabem, não precisaremos mais de Presidentes, só de torcedores.
Autor: Eduardo El Khouri
@ElKhouri
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