Postado em: 21 de mar de 2013.
Jorginho explicou sobre como conduz sua relação entre a igreja evangélica e o futebol, e destacou que a religião não interfere em suas escalações e sequer entra como critério para avaliar o desenvolvimento de suas equipes.
“Seja espírita, católico, evangélico ou budista. A gente vai colocar o jogador, não importa o que ele é. Ele é um profissional. Eu não fui contratado para o Flamengo porque sou evangélico”, avaliou Jorginho.
Na sequência, Jorginho relata que não é necessário desvinculá-lo ao fato de ser cristão, pois é algo que impulsiona sua vida. Contudo, ele pede apenas que a mídia saiba separar a sua fé de seu trabalho, já que o acusaram em outras situações de ter conduzido sua metodologia através apenas de sua religião.
“Já falaram que eu só boto jogador evangélico. Isso é uma utopia. Eu gostaria, sinceramente, de coração, que parassem por aqui. Eu sou um profissional do futebol, mas eu tenho a minha fé e isso me faz muito bem”, concluiu o comandante rubro-negro.
O treinador também deixou claro que apesar de ter pregado seus ensinamentos a alguns jogadores em outros clubes, jamais forçou o evangelho ninguém e destacou que prega sua fé somente se necessário, aos atletas que estiverem mais abertos a escutar.
Irmão de Jayme de Amorim Campos, pastor evangélico da Igreja Internacional da Graça de Deus, Jorginho sempre teve sua imagem ligada ao fato de ser cristão desde os tempos em que era jogador do Flamengo na década de 1980.
Até pouco tempo o ex-jogador era presidente do movimento Atletas de Cristo (ADC), que visa unir os atletas que aceitam Jesus Cristo como “filho de Deus, Salvador pessoal e único caminho de ligação entre o homem e o Deus único, eterno e criador de todas as coisas”, conforme propagado pelo grupo.
Por conta do tempo exigido em outros compromissos profissionais, sobretudo dedicado como treinador, Jorginho teve que deixar o cargo no ADC.
Os Atletas de Cristo já possuem cerca de trinta anos de trabalho em diversas modalidades esportivas, e no momento é dirigida pelo ex-futebolista Paulo Sérgio, companheiro de Jorginho na seleção tetracampeã de 1994 e parceiro de futebol alemão na década de 1990.
Fonte: The Christian Post