Em entrevista, Eduardo Bandeira fala sobre patrocinadores e contratações pontuais.


No dia em que completou 100 dias à frente do Flamengo, o presidente Eduardo Bandeira de Mello visitou a redação do LANCE! e, entre outros pontos, afirmou que, apesar do momento complicado dentro de campo, a torcida rubro-negra tem sido compreensiva e se mostrado ciente dos problemas que o clube enfrenta.
O mandatário garantiu ainda um time que fará um bom papel no Campeonato e falou sobre acerto de patrocínios.
Roberto Assaf: Sem um time forte a administração não terá tranquilidade para tocar os projetos que deseja… Quando que o Flamengo terá um time forte?
Depende do que pode considera um time forte. Talvez um time do nível do Barcelona demore um pouquinho. Já um time capaz de fazer bom papel no Brasileiro pode ser este ano ainda. Não vai ser comprando Messi, Kaká, Robinho, mas vamos ter reforços pontuais. Temos uma base de qualidade. Às vezes, o resultado demora a aparecer. Este ano podemos conseguir alguma coisa, mas é fundamental ter paciência, compreensão. E estou sentindo esse apoio do torcedor. Não posso, em momento algum, reclamar disso. Não podemos entrar na armadilha que outros dirigentes entraram, de investir de maneira irresponsável, no desespero. Até porque isso vai se voltar contra nós mais à frente. Eu mesmo, como torcedor, posso sofrer, mas pode ter certeza que o caminho para a recuperação do time passa também pela reestruturação fora de campo.
R A: O Paulo Pelaipe é hoje o “dono” do futebol do Flamengo?
Não diria o dono, mas é o principal executivo de futebol do Flamengo.
Thiago Bokel: Mas ele é o dono de todas as decisões no time, não?
O futebol tem um vice, que dispensa apresentações (Wallim), existe um conselho gestor formado por mim, Wallim, Flávio Godinho (vice de relações externas) e o Bap (vice de marketing), que toma as decisões estratégicas. As decisões operacionais passam pelo Paulo Pelaipe. E isso vale não só para o futebol. Nós profissionalizamos todas as áreas.
Alexandre Araújo: Luiz Eduardo Baptista (vice presidente de marketing) disse que há negociação com dois patrocínios. Quando podem se tornar realidade? Alguma empresa estatal?
Queremos fechar o quanto antes, mas não depende só de nós. Sabemos que as negociações envolvem uma série de coisas. Pode ser (estatal)… até mais de uma, mas existem várias possibilidades, tantos estatais quanto privadas
A A: Segundo o Bap, com estes possíveis acertos, se chegaria à meta de R$ 80 milhões estipulada no início do ano. Isso acontece antes do imaginado?
Quanto mais cedo batermos essa meta melhor, porque o recurso começa a entrar mais rápido. Mas está dentro do que foi planejado. As negociações, realmente, não são fáceis. Dinheiro não está sobrando para ninguém, mas a marca Flamengo é extremamente atrativa e qualquer empresa gostaria de se associar.
T B: Como convencer o torcedor a se associar se em campo a fase do time não é boa?
Aplicar o dinheiro naquilo que é a paixão da vida dele. Apesar dos benefícios que pode vir a ter, a motivação principal é efetivamente ajudar o Flamengo. Já estamos sentindo uma resposta boa e acredito que isso vai melhorar muito com o tempo. A ideia é que a gente chegue ao fim do ano com um dos três maiores programas do Brasil, e que iremos evoluir e passar a um dos maiores do mundo.
T B: Qual a relação do Flamengo com os outros clubes do Rio de Janeiro?
Os clubes do Rio passam por situações semelhantes e conversamos sobre isso. Agora mesmo, esta questão das penhoras… Já passaram por isso. O Flamengo, pelo menos, já conseguiu se livrar destas penhoras do setor público. Conversamos sobre o futuro do futebol carioca. Os clubes são adversários em campo, mas fora têm interesses iguais.
Fonte: Lancenet

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