O fechamento do Engenhão no meio da competição já seria uma lembrança suficientemente triste para o Campeonato Carioca de 2013. Mas o torneio desse ano conseguiu uma meta difícil de ser batida: levou menos gente aos estádios do que a já esvaziada edição do ano passado.
A conta de 2013 também vem com o peso de ter amargado prejuízo em 63,2% dos jogos, a péssima média de público de 3.206 presentes, entre outros números nada animadores para aquele que é conhecido como o campeonato mais charmoso do Brasil e desfilou craques como Romário, Zico, Roberto Dinamite, Garrincha e Rivellino no gramado do Maracanã.
Apenas uma vez algum estádio na competição esteve lotado nos 106 dias de disputa. Foi na final da Taça Guanabara entre Vasco e Botafogo, quando 39.400 pessoas estiveram no Engenhão e assistiram o lateral-direito Lucas marcar o gol do título do primeiro turno conquistado pelo Botafogo.
Na Taça Rio, o público pagante despencou 67% em relação ao primeiro turno. Alguns fatores devem ser levados em conta, como a interdição do Engenhão pela prefeitura do Rio e as precoces eliminações de Vasco e Flamengo, que, mesmo com campanhas pífias, foram os clubes que mais levaram torcedores aos estádios, com 7905 e 7130 pagantes por jogo, respectivamente.
“Talvez tenha acontecido esses números ruins com o fechamento do Engenhão. O torcedor pode ter comprado o ingresso e não ido”, especula o diretor-executivo do Botafogo, Sergio Landau, que tomou conhecimento na sexta-feira de que o estádio só reabrirá em 2014.
Para se ter uma ideia do fracasso de público do torneio, vale a comparação com o Borussia Dortmund, finalista da Liga dos Campeões e clube com a maior média de torcedores por jogo do mundo. O time alemão leva 80.552 torcedores por partida. Nas 58 disputadas na Taça Rio, 72.084 pessoas pagaram ingressos.
Outra questão intrigante é a das gratuidades no torneio. Ao todo foram 108.723 pessoas que entraram nos estádios sem pagar. Os números são proporcionalmente maiores na Taça Rio, quando 35,1% dos que estiveram em um estádio entraram sem pagar, contra 23,9% na Taça Guanabara.
Procuradas pelo Ataque, a Federação do Rio (Ferj), a diretoria do Fluminense e do Flamengo preferiram não se pronunciar. Já a área de comunicação vascaína não havia dado uma posição oficial até o fechamento da edição.
Fonte: O Dia
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