Apesar da promessa de mudanças na gestão do departamento de futebol, a nova diretoria do Flamengo insiste em repetir alguns erros de administrações passadas. E foi assim nas escolhas e demissões de técnicos para esta temporada.
Assim como feito pela ex-presidente Patricia Amorim na última temporada, a cúpula rubro-negra não “acertou a mão” na mudança de treinador no início do ano, demitiu o Jorginho após um péssimo começo de Campeonato Brasileiro e fará com que o clube tenha seu quinto técnico em cerca de um ano e meio.
O treinador que chegar para comandar o time na sequência da temporada se juntará a uma lista que tem Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana, Dorival Júnior e Jorginho. Desde o início de 2012, os quatro passaram pelo clube da Gávea e não conseguiram desenvolver um bom trabalho.
Com isso, o clube amarga uma média de um treinador a cada quatro meses e meio, o que acaba refletindo na dificuldade da equipe em encontrar um padrão e realizar boas campanhas no período.
Para se ter uma ideia, os rivais Fluminense e Botafogo, que têm os melhores desempenhos entre os cariocas em campo nos últimos meses, não trocaram de técnico nenhuma vez no mesmo período.
E, agora, para não repetir uma troca de técnico tão cedo, o Flamengo teve que superar um dilema. O clube definiu que precisa abandonar a política de técnico barato e contratar um “medalhão” para tirar o time da zona do rebaixamento e, enfim, ter uma sequência maior à frente do time.
Jorginho, demitido na madrugada da última quinta-feira, ficou no comando do Flamengo por menos de três meses. Em 14 jogos, foram sete vitórias, quatro empates e três derrotas. Antes dele, Dorival ficou no Flamengo por oito meses, e Joel durou apenas cinco meses no cargo.
Fonte: UOL

