O uniforme da comissão técnica já não faz mais parte da vestimenta, mas Jorginho ainda estava com a delegação do Flamengo na manhã desta quinta-feira, em Florianópolis. Demitido durante a madrugada, após a derrota por 1 a 0 para o Náutico, pela quarta rodada do Brasileirão, o lateral-direito campeão do mundo em 1994 fez questão de estender a permanência na capital catarinense até o início de tarde. O motivo? Se despedir pessoalmente do elenco que comandou nos últimos três meses.
O encontro acontecerá antes do almoço, já que os jogadores treinam na parte da tarde, no CT do Figueirense, sob o comando do interino Jaime de Almeida. De fisionomia tranquila, Jorginho falou com o GLOBOESPORTE.COM sobre sua demissão em tom de compreensão diante dos resultados. Em quatro jogos no Brasileirão, o Fla tem dois empates e duas derrotas, o pior início desde 2001, que resulta na 19ª colocação.
– Minhas alegrias, eu levo comigo. Minhas decepções, também. Fiz o meu melhor e me entreguei de coração, mas futebol é resultado. Poderíamos ter vencido o Santos, contra o Atlético poderíamos ter perdido de três, mas poderíamos ter vencido no segundo tempo, contra o Náutico… Entendo o torcedor. O Flamengo não pode ficar do jeito que está, não pode ser penúltimo. É o resultado, alguma coisa tinha que ser feita. Optaram pela minha saída.
No comando do Flamengo desde março, Jorginho conquistou sete vitórias, quatro empates e sofreu três derrotas, para Audax, Ponte Preta e Náutico. Junto com o treinador, o auxiliar técnico Aílton Ferraz também se despede, enquanto o preparador físico Joélton Urtiga foi mantido.
Fonte: GE

