Após a derrota por 1 a 0 para o Náutico nesta quarta-feira, a diretoria do Flamengo demitiu o técnico Jorginho para tentar contornar a crise depois do pior início de Campeonato Brasileiro do clube desde 2001. Para o comentarista Edinho, faltou experiência ao ex-comandante do Rubro-Negro e as constantes mudanças nas formações deixaram os jogadores inseguros.
Edinho ainda usou como exemplo as reclamações de Renato Abreu quando foi substituído na vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Campinense, pela Copa do Brasil, no dia 15 de maio. Para o comentarista, ali foi a prova de que havia algo de errado entre comissão técnica e atletas.
– Faltou experiência a ele. Teve aquele episódio no jogo do Campinense, quando o Jorginho substituiu o Renato Abreu, que saiu “cuspindo marimbondo”. O Jorginho foi e o abraçou. O Renato continuou falando. Depois foi o Aílton, abraçou e o Renato continuou falando. Ali vi que as coisas não estavam indo bem. Foi sinal de algo acontecendo internamente. O Jorginho deveria ter calma, esperar um pouco, ir para o vestiário, e conversar com o Renato Abreu. O Jorginho se perdeu um pouco, mudou muito a equipe, o time não começou bem, não está jogando bem. Isso de substituir jogadores, cada jogo escalar uma formação, traz insegurança para os jogadores, para o ambiente e para ele próprio. Ontem foi o reflexo disso tudo. Ele estava realmente intranquilo e aconteceu o que aconteceu – afirmou.
Para Zé Elias, o episódio da partida contra o Campinense é um retrato de que o treinador já tinha perdido autoridade com o elenco, porém, para o comentarista, os jogadores precisam assumir a responsabilidade pelos resultados negativos da equipe.
– O Jorginho arrisca muito, tem uma forma de ser e muitas vezes acaba sendo mal interpretado. O episódio que o Edinho relatou mostra que não adiantava o Jorginho, o auxiliar ou o preparador comandar, que não ia dar certo. O jogador tirou a autoridade dele. Os jogadores têm que assumir também essa responsabilidade – declarou.
Já Maurício Noriega lembrou as administrações anteriores do Flamengo para explicar as deficiências do time atual. Ele acredita que a postura de austeridade que a nova diretoria tenta implantar no clube para melhorar a situação financeira está se refletindo em um time mais limitado.
– O Flamengo, durante várias administrações – e é preciso dar crédito a esta que é nova -, sempre foi muito espalhafatoso. Fizeram festa para o Adriano, falavam em montar esquadrões e não pensavam no clube – concluiu.
Fonte: SporTV

