Uma ode à cultura brasileira, assim foi a cerimônia de encerramento da Copa das Confederações, na tarde deste domingo, no Maracanã, antes da partida final da competição entre Brasil e Espanha.
Seguindo o tema da competição “Juntos num só ritmo”, personagens da música popular brasileira animaram os mais de 70 mil presentes no estádio carioca, um dos maios conhecidos do mundo.
Os cantores sertanejos Victor & Léo abriram a festa, cantando um de seus sucessos “Borboletas”. Durante a canção, bailarinos ditavam o ritmo em uma coreografia que simulava uma dança de bolas de futebol no gramado.
Em sequência, a musa do axé music, Ivete Sangalo, agitou os torcedores ao som de “A Festa”, música que exalta o multiculturalismo brasileiro falando de “povo do gueto”, “raças de toda fé”.
Jorge Ben Jor cantou “País Tropical” e “Homem gol” e arrancou gritos dos presentes ao “Maraca”, acostumado a sentir a vibração positiva das músicas do artista. Principalmente quando o nome do Flamengo, time com mais torcida em todo o Brasil, foi citado: “Eu sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza”. Os rubro-negros presentes nas arquibancadas foram ao delírio.
Um dos ícones do samba nacional, Arlindo Cruz também participou da festa, cantando ao lado de Jorge bem Jor estrofes da música tema de festas nacionais, principalmente o carnaval: “Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza, mas que beleza”.
Passistas e a bateria da escola de samba Acadêmicos da Grande Rio criaram um mini-carnaval fora de época, vestindo roupas características da festa mais popular do planeta e tocando instrumentos de percussão. Já na parte final da apresentação que antecede ao jogo entre Brasil e Espanha, dois dos dançarinos tentaram mostrar uma faixa de protesto, mas rapidamente os seguranças conseguiram arrancar o pano da mão deles. Mesmo assim, deu tempo de ler a mensagem: “Imediata anulação da privatização do Maracanã”.
Rapidamente, porém, seguranças entraram no gramado para arrancar a faixa das mãos deles. Uma das dançarinas ainda tentou incitar a torcida, mas não encontrou correspondência e voltou a fazer o seu papel, agachada no campo, dentro da fantasia de bola.
Fonte: O Tempo

