Caso queira ficar no Flamengo, Marcelo Moreno já sabe a receita: “Fazer gol.”

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No Rio, Marcelo Moreno conhece apenas o caminho entre sua casa e o Ninho do Urubu, mas pretende, enfim, estabelecer residência. E está otimista quanto a isso. Tanto que, na última quarta-feira, sua mãe e seus irmãos se mudaram para a cidade. Moreno está contratado por empréstimo até o fim do ano. O Flamengo precisará exercer a opção de compra em outubro junto ao Grêmio para tê-lo em definitivo. Para isso, o jogador elaborou um plano simples.

— Fazer gol é a única estratégia que tenho para fazer um bom trabalho e ajudar o Flamengo a conseguir os objetivos que tem — explica ele, que quer assinar um novo contrato de quatro anos com o clube, mas não esconde a vontade de voltar ao futebol europeu. — Sei que um dia vou voltar, e mais experiente. Estou trabalhando para isso e espero que minha chegada no Flamengo abra as portas lá fora.

No clube, o atacante fez apenas quatros jogos e dois gols — um deles em partida amistosa —, mas já conheceu uma de suas facetas: a instabilidade de técnicos. Se Moreno explica que o time precisa se adaptar a Mano Menezes após a demissão de Jorginho, também se mostra pouco surpreso com a recente saída de Vanderlei Luxemburgo do Grêmio. O técnico foi o principal responsável por sua saída do clube gaúcho, quando o deixou treinando separado do elenco profissional, assim como o Flamengo faz hoje com Renato Abreu, Alex Silva e Liédson.

— Aconteceu uma coisa que ninguém esperava quando ele tomou a decisão de me afastar do grupo do Grêmio. Como profissional, tinha que continuar meu contrato e acatei. Fiz meu trabalho, ia todo dia treinar e nunca faltei — relembra. — A torcida cobrou o tempo inteiro pela minha volta, mas deu no que deu. O Grêmio está passando por este momento agora com um novo treinador, que é o Renato, e as coisas acontecem. Sempre respeitei o Vanderlei pela decisão dele, mas acho que foi injusta.

De volta à final do último domingo no Maracanã, a imagem de Moreno na arquibancada foi simbólica. Aconteceu em um momento em que os jogadores do Flamengo não atuam no estádio, já que clube e o consórcio que administra o Maracanã ainda costuram um acordo. Sem ter jogado com a camisa rubro-negra no Rio, o atacante torce por uma solução para que, enfim, possa conhecer o calor da torcida carioca. Desta vez, no gramado e com a bola no pé.

— Tenho o sonho de jogar no Maracanã lotado e de querer viver essa sensação. Espero que os problemas que o Flamengo está vivendo agora se resolvam, porque a gente precisa jogar aqui, precisa do calor da nossa torcida — diz.

Fonte: O Globo


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