Não é preciso abertura de janela para que o vaivém de técnicos esteja em ação no caso do futebol brasileiro. Alguns times da Série A aproveitaram a parada para a Copa das Confederações e resolveram mudar de treinador. A dança das cadeiras fez com que alguns nomes tarimbados – e outros nem tanto – acabassem ficando disponíveis no mercado. Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo puxam a fila de “professores” (como são chamados pelos jogadores) à disposição.
Além da dupla já citada – que ultimamente não teve desempenho similar aos respectivos tempos áureos -, há também Dorival Junior, o sempre lembrado Joel Santana e nomes de uma geração mais jovem, como Jorginho e Vágner Mancini.
O problema é que com o ciclo de mudanças sendo completado em boa parte dos times da elite do Brasileirão, o espaço para o rodízio de treinadores é restrito. Renato Gaúcho, por exemplo, saiu da fila de espera e voltou ao Grêmio, que antes estava sob o comando de Luxemburgo.
Dos 20 clubes da Série A, cinco mudaram de treinador recentemente. Com relação aos que não mexeram no cargo, a maior fatia está satisfeita com o que tem. Para se ter uma ideia, o LANCE!Net fez uma análise da pressão sobre cada treinador da elite do brasileiro. Só São Paulo, Portuguesa e Goiás têm treinadores com o sinal amarelo ligado.
Um clube ainda está sem técnico – o Santos – mas ele é o mais recente de Muricy e, por ter apostado em Luxemburgo tantas vezes, não demonstra interesse em Vanderlei no momento.
Se o cenário continuar assim, vai ter campeão brasileiro esticando período sabático.
Fonte: Lancenet


