Estrangeiros são ótimas opções para Clubes de menor expressão no Brasil.

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Tevez, Montillo, Conca, Barcos, Loco Abreu… nomes não faltam para lembrar os investimentos bem sucedidos no mercado estrangeiro, principalmente no sul-americano, que os clubes grandes vem fazendo nos últimos anos. Isso, os torcedores que acompanham o dia a dia do futebol já conhecem. A novidade está na grande presença dos gringos fora dos grandes centros do Brasil, fato que se consolidou neste ano.

Desde o início da década passada, os clubes brasileiros têm olhado cada vez mais para os países sul-americanos como uma fonte para novas contratações. O Grêmio, o principal exemplo de time que mais investe nesse mercado, já contou com 27 atletas dos países próximos ao Brasil. Só neste ano foram quatro contratações, mais do que o limite de estrangeiros que podem ser relacionados em partidas de competições nacionais.

Quatro também é o número de gringos que defendem o Coritiba atualmente. O último a chegar ao Coxa foi o lateral-esquerdo argentino Raúl Ibérbia, que se juntou aos compatriotas Bottinelli e Escudero, e ao angolano Geraldo, nesta semana. Os investimentos por enquanto são satisfatórios, já que o Alviverde foi campeão estadual e lidera o Brasileirão.

Os gringos do Vitória também vêm roubando a cena em 2013. O clube que trouxe os meias argentinos Maxi Biancucchi e Escudero, e o volante paraguaio Cáceres, foi eliminado na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil. Porém, quando o trio gringo entrou na equipe titular, o Rubro-Negro engrenou e conquistou o Baiano, além de fazer uma boa campanha no Brasileirão, ocupando a vice-liderança.

Segundo Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, um dos fatores responsáveis pelo crescimento no número de sul-americanos no futebol brasileiro é a crise financeira, que fez os times da Europa ficarem mais seletivos em suas contratações. Assim, os estrangeiros vêm para o Brasil, pois é a maior vitrine do continente:

– Hoje o mercado europeu está menos comprador, ou mais comprador de grandes craques, principalmente naqueles clubes comandados por xeques ou magnatas russos. Mas de maneira geral os times europeus diminuíram as compras e o mercado brasileiro se tornou, no mínimo, uma ponte da América do Sul.

NÁUTICO CONTRATA TRÊS DE UMA VEZ

Talvez influenciado pelo sucesso das outras equipes, o Náutico, que já havia chamado a atenção em 2008 com o artilheiro uruguaio Acosta, resolveu embarcar de vez no mercado estrangeiro. Nesta janela de transferências, o Timbu contratou três sul-americanos: os meias argentinos Ângelo Peña e Diego Morales, e o atacante uruguaio Juan Manoel. O clube deposita nos três a esperança de deixar a penúltima colocação no Brasileiro.

> Confira a lista de estrangeiros:

Atlético-PR

Fran Mérida (Espanha)

Bahia

Freddy Adu (Estados Uunidos)

Paolo Rosales (Argentina)

Coritiba

Escudero (Argentina)

Bottinelli (Argentina)

Raúl Iberbia (Argentina)

Geraldo (Angola)

Náutico

Ângelo Peña (Argentina)

Diego Morales (Argentina)

Juan Manoel (Uruguai)

Ponte Preta

Brian Sarmiento (Argentina)

Portuguesa

Juan Arraya (Argentina)

Marcelo Cañete (Argentina)

Juan Lucero (Chile)

Vitória

Cáceres (Paraguai)

Escudero (Argentina)

Maxi Biancucchi (Argentina)

O mercado brasileiro se tornou, no mínimo, uma ponte para a Europa

Isso é fruto da mudança da geografia do futebol e da geografia econômica, porque nos últimos dez anos o Brasil mudou de patamar, economicamente falando, e o futebol foi junto. O futebol foi beneficiado pelas cotas de TV, mas o que acontece é o seguinte: o Brasil é 40%, 45% do PIB da América do Sul, então, é natural que isso aconteça. Agora o Brasil passou a ser um mercado adicional para esses jogadores sul-americanos. Antes, era muito esporádico ter jogadores sul-americanos aqui no Brasil.

Como temos o campeonato mais importante e visível desta região, apesar dos problemas, é um destino muito mais interessante para os jogadores do Uruguai, do Chile, do Paraguai, da Bolívia, do Peru e até da Colômbia, que não encontram facilidade para ir para um clube europeu, como encontravam antes. E com a crise econômica na Europa, são os menores times que sofrem mais e os jogadores menos badalados são justamente os alvos desses times menores.

Assim, esse jogador se torna uma alternativa natural para o Brasil. Aqui ele ganha muito mais do que ganharia no seu país. E depois ele tem uma vitrine que pode lhe garantir uma transferência para um clube de maior expressão, já que aqui ele estará muito mais visível e é natural que a valorização venha junto com essa visibilidade.

Fonte: Lancenet


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