Os clubes cariocas estão na busca incessante por uma casa que os acolha. Como se não bastassem as obras no Maracanã, a notícia da interdição do Engenhão por problemas na estrutura caiu como um balde de água fria nas cabeças de Botafogo, Flamengo e Fluminense, desabrigados desde então.O Maracanã reabriu para a Copa das Confederações e Copa do Mundo, mas tentar mandar uma partida sequer no estádio tem sido sinônimo de dor de cabeça. As conversas com o consórcio que administra o local têm sido complicadas. Diante da escassez de estádios cariocas e da possibilidade de ser a casa dos clubes no Brasileirão deste ano, a diretoria do Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, decidiu agir e agendou melhorias. No pacote, estão a automatização do tratamento do gramado e a troca do material que separa o campo da arquibancada.
– Até agosto, o Moacyrzão estará certamente no padrão Fifa – decretou Adonias Coutinho Martins, diretor do Moacyrzão.
Até agora, somente o Fluminense jogou em Macaé pelo Brasileiro. O Tricolor enfrentou o Atlético-PR, o Criciúma e o Goiás no Moacyrzão, palco também da partida contra o Internacional no próximo dia 13. Segundo Adonias, há a possibilidade do Flamengo também mandar jogos no estádio, mas só lá na frente, já que o clube confirmou recentemente uma série de jogos no Mané Garrincha, em Brasília.
Enquanto isso, a administração do estádio vai se movimentando para elevar a qualidade do gramado, tão criticado durante o Campeonato Carioca deste ano. A expectativa é de que, até a próxima segunda-feira, todo o sistema automático de irrigação, aplicação de remédio e tratamento do campo como um todo esteja instalado.
– Estamos tomando todos os cuidados necessários. Estamos aguardando somente a automação do campo, no sistema de irrigação, na aplicação de remédio, adubo e tudo que diz respeito ao tratamento do gramado. Enquanto isso não acontece, temos evitado alguns eventos aqui. O próprio Macaé, por exemplo, queria treinar alguns dias aqui, nós não permitimos. Depois da automação, vai poder ter treino e jogo 24 horas por dia – garante Adonias.
Outra melhoria na pauta é a troca da estrutura que cerca o gramado e o separa da arquibancada. O atual material é o policarbonato, mas a limpeza, nesse caso, é muito complicada. O objetivo é colocar estruturas de blindex, similar às utilizadas no novo Maracanã.
Pragas combatidas
No decorrer do Carioca, a diretoria do estádio contratou os serviços de um agrônomo para analisar a situação do gramado, apontar os problemas e, por consequência, as soluções. Foi constatada a presença de pragas como cochonilhas e cigarrinhas, que estavam deteriorando o campo, alvo de duras críticas partindo principalmente de Botafogo e Fluminense.
Esse problema específico já foi combatido. A diretoria não descartou a presença de outros tipos de pragas, mas adiantou que o único possível efeito é a amarelação do gramado.
Fonte: GE

