Pelo desempenho do time contra o Náutico, o Flamengo vai precisar não de um técnico, mas de um milagreiro. O resultado tornou difícil a permanência do interino Jayme de Almeida no comando do time.
A diretoria aguarda a resposta ao convite feito a Abel Braga, mas o treinador dificilmente deixará suas férias de lado para aceitar o desafio. Entre as razões, o salário abaixo do que ganhava no Fluminense e o relacionamento desgastado com o diretor Paulo Pelaipe.
Ano passado, os dois bateram boca pela imprensa após jogo entre o Tricolor e o Grêmio, quando Abel citou o episódio em que o dirigente foi acusado de racismo no Engenhão.
Desta vez, Pelaipe sequer foi consultado pela cúpula do clube. Quem centraliza as tratativas com Abel é o vice de marketing Luiz Eduardo Baptista.
Wallim Vasconcellos, vice de futebol, que foi com o presidente Eduardo Bandeira de Mello para Recife, toma ciência das conversas por telefone e sabe que, ao bancar Pelaipe, afasta o treinador do Flamengo.
O dilema existe, mas o entendimento interno aponta para uma dificuldade ainda maior em caso de troca de comando no departamento de futebol. Por isso, Jayme pode seguir à frente do time nas próximas partidas.
— Avaliação quem faz é a diretoria. Se continuar na quarta-feira, estou pronto, preparado para trabalhar. Não é peso. Se tiver que estar no jogo de quarta, tudo bem — afirmou Jayme ao ser questionado se continuaria como treinador contra o Botafogo, pela Copa do Brasil.
Já trabalhando com a possível negativa de Abel Braga, nome preferido no momento, a diretoria estuda alternativas como Paulo Autuori e Celso Roth. Os nomes de Joel Santana e Andrade também circularam entre conselheiros e torcedores.
Fonte: Extra Globo

